sábado, 16 de junho de 2012

Prefeitura de Canoas pede retomada de sistema de integração anterior

09/06/2012 - Zero Hora

Sentindo-se prejudicada pela mudança do sistema de integração do transporte público metropolitano, a prefeitura de Canoas notificou nesta sexta-feira a Metroplan, a Vicasa e a Trensurb. O pedido é para que os usuários da Região Metropolitana tenham uma forma de utilizar o metrô e os ônibus intermunicipais pagando uma tarifa única.

Foto: Blog Canoas Bus

Anteriormente, quem usava o tíquete de integração entre os transportes em Canoas pagava R$ 3,10. Com a mudança, quem não possui o cartão de integração deve gastar R$ 1,70 do trensurb mais o valor do ônibus, o que soma R$ 4,80.

A alteração gerou uma migração de passageiros das linhas de integração da Vicasa para as linhas urbanas da Sogal, já que o valor é mais barato — R$ 2,65 para veículos urbanos e R$ 3,15 para os seletivos. Segundo o secretário de Transportes e Mobilidade de Canoas, Luiz Carlos Bertotto, a mudança acarretou uma sobrecarga não-planejada no transporte urbano:
— Houve um grande acúmulo de pessoas usando o ônibus urbano, o que desequilibrou o sistema. Isso gerou superlotação nos veículos e problemas na qualidade do serviço.

A Metroplan reuniu-se com a Vicasa à tarde para definir a situação, mas aguarda a posição da Trensurb para decidir como será a mudança. A ideia, de acordo com o gerente de planejamento da Vicasa, Flávio Caldasso, é integrar o sistema TEU — utilizados pelos ônibus intermunicipais da Região Metropolitana — à Trensurb. Até o momento, apenas os cartões SIM, da Trensurb, e TRI, utilizado em Porto Alegre, estão adaptados às catracas do metrô.
— A empresa está com a frota pronta para operar nos dois sistemas (dos ônibus e do trensurb). Estamos apenas buscando um entendimento sobre os valores e as regras da integração. Ao longo da semana deve haver uma definição sobre isso. O que se espera é que não tenhamos dois tipos de tarifas dentro da mesma cidade — garante Caldasso.

Na notificação, a prefeitura de Canoas estabeleceu um prazo de cinco dias para obter a resposta. Caso o sistema não seja retomado, ela deve entrar com uma ação na Justiça reivindicando o modelo anterior. A Metroplan e a Trensurb foram procuradas pela reportagem, mas não foram localizadas.