quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novo Hamburgo: Corredor de ônibus ligará Centro ao bairro Canudos

30/11/2011 - http://novohamburgo.org

Obra custará R$ 34,8 milhões e contará com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal

A solução para dois problemas de mobilidade urbana em Novo Hamburgo começou a tomar na semana passada.
 
O Ministério das Cidades confirmou a inclusão de um corredor de ônibus no município entre as obras que serão financiadas pelo PAC 2 – Mobilidade Grandes Cidades, o que deve contribuir para a melhora do transporte coletivo e do trânsito, avalia o prefeito Tarcísio Zimmermann (PT). O investimento total será de R$ 34,8 milhões, dos quais R$ 3,4 milhões são de responsabilidade da prefeitura.
 
O corredor exclusivo para ônibus terá quatro quilômetros, da avenida Frederico Linck, no Centro, à Praça Centenário, no bairro Canudos, passando pelas avenidas Nações Unidas, Nicolau Becker (foto) e Victor Hugo Kunz. Segundo Zimmermann, as alterações que a obra provocará no sistema público motivarão uma readequação dos itinerários e a criação de linhas trocais, ligando os bairros. “Não queremos mais que todas as linhas circulem pelo Centro. Isso vai melhorar o trânsito e facilitará o deslocamento de quem anda de ônibus”, justifica o prefeito.
 
Ainda não há previsão de início dos trabalhos, mas o projeto básico já está pronto. Com a confirmação dos recursos pelo Ministério das Cidades, a próxima etapa será a contratação do projeto executivo. Os ônibus que chegarem dos bairros ao Centro pelo corredor farão conexão no terminal multimodal que será construído junto com a Estação Novo Hamburgo da Transurb, ao lado do Bourbon Shopping, integrando os modais.
 
PAC 2 – Mobilidade Grandes Cidades
 
O PAC 2 – Mobilidade Grandes Cidades contempla a região metropolitana, incluindo Porto Alegre, com R$ 353 milhões, no total. Para o Eixo Norte, que compreende Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Esteio, são R$ 129 milhões. O corredor de ônibus leopoldense terá 4,7 quilômetros e serão investidos R$ 60,4 milhões, sendo que R$ 6,04 milhões sairão dos cofres municipais. “O que fizemos foi unir vários municípios para que a região pudesse buscar esses recursos”, explica Tarcísio Zimmermann.
 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Aprovados corredores de ônibus para a região metropolitana de Porto Alegre

24/11/2011 - Jornal NH

O Ministério das Cidades aprovou ajustes feitos no projeto dos corredores de ônibus da região metropolitana, que terá financiamento do PAC 2 – Mobilidade Grandes Cidades. Ficou definida a inclusão de Porto Alegre, o que garante acréscimo de R$ 32,2 milhões, totalizando R$ 353 milhões. Para a região, mudou o valor destinado às obras. Até a última reunião, no dia 9, eram R$ 120 milhões para o Eixo Norte, que inclui Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Esteio. Agora, o valor é R$ 129 milhões, sendo que R$ 13 milhões são contrapartida, e o restante financiamento junto ao Estado. “A gerência do PAC concordou com a gerência orçamentária. Também apresentamos a compatibilização das propostas com as diretrizes do programa, com corredores exclusivos para ônibus ou faixas exclusivas”, explicou o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, João Motta. A aprovação foi divulgada esta segunda-feira.

AUDIÊNCIAS PÚBLICAS

A primeira quinzena de dezembro será reservada para audiências públicas nas nove cidades contempladas com obras para os corredores de ônibus. Nessas audiências, estarão presentes integrantes do PAC, onde serão apresentadas as propostas à população, que poderá dar sugestões. “Na verdade, estamos correndo atrás, para ganhar tempo na fase dos projetos”, ressaltou o secretário João Motta. A ideia é agilizar o processo para que em janeiro de 2012 já se possa iniciar a contratação para realização dos projetos. Quanto às obras, algumas até podem começar antes do fim do próximo ano. “Em uma leitura inicial nossa, há municípios que vão ter vantagem e, provavelmente, contratarão obras antes do fim do ano. Novo Hamburgo, pelo que sabemos, já tem um projeto”, comentou.

No Município

O prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann, diz que o corredor vai ligar o bairro Canudos, desde a Praça Centenário, passando pela Avenida Victor Hugo Kunz, Nicolau Becker e Nações Unidas, até a Avenida Coronel Frederico Linck. “O projeto básico já está executado. Estamos aguardando tão logo conclua-se o processo de negociação, para podermos contratar o projeto executivo e depois executarmos a obra”, disse Tarcísio, sem precisar data de início da obra. “O corredor vai implantar linhas troncais, estabelecendo uma ligação mais rápida entre os bairros e o Centro. A ideia é termos conexões ônibus com ônibus para não trazermos todos para o Centro”, detalhou.

Integração

Tarcísio acrescenta que a área que será desapropriada ao lado do shopping, na Avenida Nações Unidas, entre as Ruas 5 de Abril e Marcílio Dias, servirá para o terminal de integração entre a Estação Novo Hamburgo e o transporte coletivo. “O terminal seria destinado ao transporte que permanecesse vindo dos bairros para o Centro, com conexão com o corretor”, comentou. O prefeito ressaltou ainda que o corredor é uma oportunidade muito importante para que a cidade reorganize as linhas do transporte público. O Município também terá uma linha troncal, que será de acesso preferencial aos ônibus, que seguirá pela Avenida Nações Unidas até a Estação Liberdade do trem.

NOVA PONTE SOBRE O SINOS
O corredor exclusivo de ônibus de São Leopoldo teve o acréscimo da ponte sobre o Rio dos Sinos que, na primeira avaliação dos técnicos, havia sido descartada. A quinta ponte da cidade, conforme projetos que estão sendo elaborados pela prefeitura, será na Avenida Tomaz Edson, fazendo a ligação das zonas norte e oeste da cidade em direção à Estação Unisinos, passando pelo viaduto da Unisinos.

OS PROJETOS
Novo Hamburgo: 4 km - Corredor exclusivo para ônibus na Avenida Victor Hugo Kunz - Investimento: R$ 34,8 milhões, sendo R$ 3,4 milhões de contrapartida.
São Leopoldo: 4,7 km - Corredores exclusivos para ônibus - Investimento: R$ 60,4 milhões, sendo R$ 6,04 milhões de contrapartida.

Sapucaia do Sul: 5,5 km - Melhorias no sistema de transporte público - Investimento: R$ 24,2 milhões, sendo R$ 2,4 milhões de contrapartida.

Esteio: 12 km - Faixa exclusiva de ônibus na Avenida Presidente Vargas, Padre Claret, Dom Pedro e Ruas Fernando Ferrari e Salgado Filho - Investimento: R$ 9,5 milhões, sendo R$ 951,1 mil de contrapartida.

Valores totais
Financiamento governo do Estado: R$ 317,7 milhões
Contrapartida municípios: R$ 35,3 milhões
Total: R$ 353 milhões

* Também tiveram corredores de ônibus aprovados Porto Alegre, Gravataí, Alvorada, Viamão e Caichoeirinha.

Governo faz balanço do PAC 2

O Ministério do Planejamento divulgou ontem o segundo balanço do PAC 2. Segundo os dados, até 30 de setembro deste ano foram executados 15% do que está previsto de 2011 a 2014. Entre junho e setembro deste ano houve um aumento de 66% da execução orçamentária, de R$ 86,4 bilhões para R$ 143,6 bilhões. Em 2011, o PAC 2 também alcançou volume de pagamento do Orçamento Geral da União 22% superior em comparação com o mesmo período de 2010, ano de melhor desempenho do programa. Em 2010, foram pagos R$ 17,7 bilhões e neste ano, R$ 21,6 bilhões. Os dados específicos por região, segundo a assessoria de imprensa do ministério, serão divulgados em 30 ou 40 dias, pois ainda estão em fase de fechamento pela área técnica.

*Colaborou: Bruna Kirsh

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Em Caxias do Sul, novos corredores de ônibus começam a funcionar

22/11/2011 - Caxias do Sul

A mudança faz parte do pacote de medidas para melhorar o trânsito na área central de Caxias

Caxias do Sul
créditos: Eduardo Machado

Depois de praticamente concluídas as alterações viárias em quatro quadras da Rua Sinimbu e na Moreira César, os trabalhos da Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade (STTM) seguem pela Rua Bento Gonçalves. O plano de melhorias da nova fase prevê a criação de novos corredores de ônibus na Bento Gonçalves, Coronel Flores e Marechal Floriano.

O diretor de Trânsito, Carlos Roberto Noll, explica que os trabalhos, no momento, estão na Coronel Flores e que nos próximos dias o trajeto dos ônibus do bairro Serrano e proximidades vai ser alterado.

Na Rua Sinimbu, a terceira faixa para a circulação de veículos leves, entre a Moreira César e a Dr. Montaury, foi liberada na quarta (16). Porém, nesse trecho, será permitido o estacionamento dos veículos de segunda à sexta, entre as 20h e 07h e das 13h dos sábados até as 07h das segundas-feiras. Na Moreira César, o estacionamento, que era oblíquo no local, passou a ser paralelo, auxiliando a passagem do transporte coletivo.

Noll salienta que as alterações viárias têm desafogado o tráfego no centro, porém ele alerta que os motoristas devem manter a velocidade baixa dos automóveis e os pedestres devem respeitar o semáforo, especialmente agora que o trânsito está fluindo mais.

O Plano prevê ainda a redução do estacionamento do Zona Azul, a criação dos Zonas Verde e Branca, instalação de novos semáforos para os pedestres e ampliação de 40 táxis.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Em Porto Alegre, BRT bate cabeça com Metrô

17/11/2011 - Estudo Mobilize 2011

Existe um carro para cada 2,7 habitantes de Porto Alegre. Enquanto a população aumentou 3,62% em dez anos, segundo dados do IBGE, a frota de automóveis cresceu 20,38% de 2005 a 2010.
 
O rápido avanço do índice de motorização da capital gaúcha se reflete em engarrafamentos em horários e pontos inéditos. Apesar disso, dos oito projetos previstos na Matriz de Responsabilidade para a Copa de 2014, apenas dois beneficiam diretamente o transporte coletivo público: a introdução de um sistema de Bus Rapid Transit (BRT) e o monitoramento dos corredores de ônibus.
 
Esta é uma das principais críticas do consultor Emílio Merino em relação ao planejamento de mobilidade urbana de Porto Alegre para receber o megaevento. “Em Barcelona, nas Olimpíadas de 1992, os organizadores reconheceram que deixaram de lado o coletivo e tiveram problemas com engarrafamentos, por exemplo. Para que as modificações para a Copa possam deixar um legado para a cidade no futuro, é preciso potencializar o transporte coletivo mais fortemente”, diz o analista, que acompanhou o início da elaboração desses projetos, quando trabalhava para a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
 
Hoje afastado da gestão pública, o urbanista preocupa-se com a indefinição sobre como será o sistema BRT. No final de agosto, a prefeitura encaminhou para a Caixa Econômica Federal o projeto da primeira etapa, que corresponde à pavimentação dos corredores de ônibus das avenidas Protásio Alves e Osvaldo Aranha. O restante do projeto foi suspenso, enquanto a União avaliava a proposta do Metrô na cidade, cujas definições deverão alterar o sistema de ônibus.
 
No final de setembro, o governo federal aprovou sua inclusão no PAC. Mesmo assim, o Metrô não ficará pronto a tempo para a Copa, mas deverá ser um grande avanço para a cidade, na opinião da professora de urbanismo da PUC-RS, Ana Rosa Cé.
 
Ao comparar a qualidade do sistema de ônibus de Porto Alegre com o de outras capitais brasileiras, a professora o considera bom. “É, sem dúvida, melhor do que em muitas outras cidades, mas isso não significa que não deva melhorar”, complementa. 
Segundo ela, faltam mais linhas transversais que evitem ao usuário ter que passar pelo centro para ir de um bairro a outro. 
A sua expectativa é que os BRTs contribuam para resolver este problema, à medida que desafoguem a região central da cidade.
 
Na corrida contra o tempo, a prefeitura de Porto Alegre encaminhou, no final de agosto, três projetos da Matriz de Responsabilidades para a Copa à Caixa Econômica Federal, órgão financiador dos investimentos. 
 
O objetivo, de acordo com o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, é iniciar as licitações ainda em 2011 para manter os projetos no PAC da Mobilidade Urbana, já que as obras que não iniciarem até dezembro serão rebaixadas para o PAC “normal”.
 
Em agosto, o prefeito José Fortunati reuniu-se com a União das Associações de Moradores de Porto Alegre (UAMPA) para apresentar os projetos de mobilidade urbana à comunidade. Para o presidente da entidade, Sandro Chimendes, o encontro cumpriu seu papel. “Nosso objetivo de conhecer os projetos de transporte público foi alcançado. O prefeito falou bastante sobre o metrô e os BRTs”, conta.
 
Segundo Chimendes, os portoalegrenses costumam dividir-se em dois grupos quando o assunto são os ônibus da cidade. “Quem circula por áreas centrais geralmente não se queixa. Agora, os moradores dos bairros periféricos conhecem mais problemas, como a demora e a lotação dos ônibus”, comenta.
 
Mas uma reclamação é comum em todas as rodas de conversa da capital gaúcha: o preço da passagem. Reajustado no último verão em R$ 0,25, o bilhete custa hoje R$ 2,70. Para a professora da PUC/RS, “o usuário só vai mudar de atitude se houver uma oferta qualificada do serviço público, com conforto, conveniência e economia. Depois, podem vir as campanhas para sensibilizar os cidadãos”, diz. 
 
Estacionamento x pedestres

Ana lembra que um dos principais problemas para quem dirige nas áreas centrais de Porto Alegre é a busca por vaga, que se tornou praticamente uma caça ao tesouro. Por isso, diz ela, os estacionamentos se tornaram grandes negócios, com risco praticamente zero, lucro imediato, manutenção baixa. 

“A cidade está cheia de terrenos vazios nos quais os proprietários não querem investir; simplesmente derrubam as construções e abrem espaço para carros”, observa. 
Para ela, trata-se de mais um obstáculo no caminho do pedestre. “Mesmo com sinalização adequada, essas garagens incomodam quem transita pela calçada”, conclui.
 
Para resolver outra dor de cabeça dos motoristas – o congestionamento — os projetos da Copa contemplam dois viadutos na Terceira Perimetral, via concebida para ser expressa, mas, que ao contrário, é um dos grandes gargalos da cidade. “A Terceira Perimetral tem problemas em quase todos seus cruzamentos. A articulação com suas radiais ainda deve ser melhorada”, opina a especialista. Os projetos dos viadutos, mais três passagens de nível, também foram entregues à Caixa no final de agosto.
 
Aeromóvel e catamarã

Se a Matriz de Responsabilidade da Copa privilegia obras viárias, outras iniciativas fora do pacote, como o metrô, beneficiam o transporte de uso coletivo e alternativas ecologicamente sustentáveis. Dois projetos que devem sair do papel ainda este ano são o aeromóvel e o catamarã.
 
As obras do Aeromóvel, que vai ligar a Estação Aeroporto da Trensurb ao terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho,  estão cerca de 50% concluídas. 
Comemorado pela prefeitura, o novo transporte é ambientalmente sustentável e deve fazer o trajeto de um quilômetro em 90 segundos. Os dois veículos, com 150 e 300 lugares, serão dotados de ar-condicionado, acessibilidade universal, espaço para bagagens e portas automatizadas. 
 
A previsão é de que no início de 2012 já sejam feitos os primeiros testes de operação.
O sistema de transporte foi desenvolvido nos anos 1970 pelo gaúcho Oskar Coester e se baseia na propulsão automatizada por meios pneumáticos. Uma linha experimental chegou a ser construída em Porto Alegre, mas a operação comercial somente foi consolidada em 1986, em Jacarta, na Indonésia.
 
A outra novidade será por via fluvial. Com lançamento do serviço estimado para outubro, o catamarã tem capacidade para 120 passageiros e deverá fazer 28 viagens diárias entre Porto Alegre e Guaíba. 
O veículo da empresa Catsul realizará o trajeto de 15 km em cerca de 20 minutos e é uma aposta ecologicamente sustentável para ajudar a desafogar o vai e vem de moradores entre a capital e parte da Região Metropolitana.
 
Ciclovias

Para estimular o uso de bicicletas na cidade, a prefeitura promete quadruplicar nos próximos anos a extensão de ciclovias. Parece muito, mas Porto Alegre tem apenas 3,2 km de vias para bicicletas e são dois trechos que não se comunicam e acabam sendo utilizados basicamente para o lazer. 
Outros 4,6 km estão sendo concluídos no bairro periférico da Restinga. “Felizmente o tema está na pauta da prefeitura. Mas é preciso avançar e mudar a mentalidade das autoridades e da população de que a bicicleta é uma alternativa de transporte para o dia-a-dia, não só lazer”, ressalta Ana Rosa Cé, da PUC-RS.
 
Quatro projetos do PAC da Copa contemplarão ciclovias em suas obras, totalizando 13,5 km. Com recursos próprios e contrapartida da iniciativa privada, a prefeitura pretende entregar à população mais 17,4 km de ciclovias até o final de 2013. Segundo o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, a primeira obra a sair do papel deve ser a da avenida Ipiranga, prevista para iniciar ainda em setembro.
 
Calçadas e acessibilidade

A prefeitura de Porto Alegre deve lançar em breve uma campanha para a preservação de suas calçadas. Segundo o secretário municipal de Acessibilidade e Inclusão Social, Paulo Brum, 90% delas são de responsabilidade do proprietário do terreno. Com o novo projeto Calçada Segura, o objetivo é sensibilizar o comércio e os moradores para que cuidem de suas calçadas e padronizem os pisos. O secretário afirma que, se o descumprimento da lei persistir, a prefeitura irá aplicar multas e poderá até cassar alvarás de funcionamento de estabelecimentos comerciais. “Não queremos chegar a extremos, por isso, apostamos na mobilização da comunidade”, diz Brum. 
 
A Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (SEACIS) comemora o recente lançamento do Plano Diretor de Acessibilidade, pioneiro no país. 
 
Com 43% dos ônibus da cidade adaptados para cadeirantes e a exigência de que todo novo veículo atenda a esta demanda, Porto Alegre quer se tornar referência.
 
"Em 2014, a cidade terá acessibilidade total", afirma o secretário.
 
Riscos sobre duas rodas

Quem se aventura a andar sobre duas rodas diariamente precisa redobrar a atenção. Renata Signoretti adotou a bicicleta para ir ao trabalho e à universidade há quatro anos. Nunca sofreu um acidente, mas foi testemunha de um caso emblemático que recentemente colocou Porto Alegre no noticiário nacional e internacional.
 
No dia 25 de fevereiro deste ano, o motorista Ricardo José Neif, com seu Golf preto, atropelou dezenas de ciclistas do movimento Massa Crítica que pedalavam no bairro Cidade Baixa em um de seus passeios mensais pela defesa do transporte alternativo. Renata estava lá e viu seu namorado ser levado para o hospital inconsciente, apesar de ter sofrido apenas escoriações. O susto deixou a estudante de 25 anos receosa em pedalar nas pistas e trocou-as pelas calçadas.
 
“Parecia que a qualquer momento poderia acontecer de novo, foi inacreditável”, relembra. Aos poucos, voltou a dividir as faixas com os automóveis. Para ela, o mais difícil é fazer com que os motoristas compreendam que lugar de bicicleta também é na rua. Há três meses sem poder pedalar devido a uma cirurgia em um dos joelhos, Renata voltou a utilizar o ônibus como meio de locomoção.
 
“Eu não tenho do que reclamar. As linhas costumam respeitar os horários”, diz. Com os pés agora no chão, a universitária diz ter percebido mais respeito ao pedestre e até mesmo aos ciclistas. “Na hora de atravessar, há mais carros parando para o pedestre. Ainda não é todo mundo que respeita a faixa, mas minha impressão é de que estamos evoluindo”, conclui.