domingo, 20 de dezembro de 2015

Em Porto Alegre, Novo corredor da Bento Gonçalves já funciona nesta quarta-feira

 16/12/2015 - EPTC

A partir desta quarta-feira, 16, entra em funcionamento o novo corredor de ônibus localizado na avenida Bento Gonçalves. A faixa prioritária terá 1,1 quilômetro de extensão, com início no limite com Viamão até a estrada João de Oliveira Remião, onde as linhas de ônibus fazem a transição para o corredor já existente. O horário de operação será das 6h às 9h, de segunda a sexta-feira, somente no sentido bairro-Centro da avenida. 

A medida, elaborada e implantada pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), objetiva qualificar o serviço de transporte coletivo da região. As faixas horárias de operação foram definidas levando em conta a velocidade dos ônibus, demanda de passageiros e volumes de tráfego. Às 8h, o prefeito José Fortunati e o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, estarão presentes na rótula da avenida Bento Gonçalves com a João de Oliveira Remião.

O corredor fica à direita da via, com sinalização horizontal específica na cor azul e placas regulamentares. Ao longo do trecho do novo corredor há quatro pontos de parada e circulam 72 linhas metropolitanas, oito urbanas e uma lotação. Somente as linhas urbanas realizam 113 viagens, transportando mais de 8 mil passageiros no pico da manhã. Já as linhas metropolitanas totalizam 173 viagens no horário de operação do corredor.  O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, salienta que, com o crescimento do número de veículos particulares ao longo dos anos, houve um aumento nos tempos de deslocamento, principalmente dos ônibus. “Com o novo corredor, nossa ideia é priorizar o transporte coletivo, como já fizemos com sucesso no eixo da Cavalhada. Lá, a redução média nos tempos de viagem dos passageiros foi de 15 minutos. É isso que buscamos na  Bento”, afirma.

No Brasil, os carros particulares realizam apenas 30% dos deslocamentos urbanos, ocupando 70% das vias públicas, segundo estudo realizado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

Veja como serão as regras de circulação para cada tipo de veículo (funcionamento do corredor é das 6h às 9h):

Ônibus e Lotações - Devem trafegar somente na faixa da direita, demarcada como corredor preferencial e caracterizada com a pintura azul.

Carros, táxis e outros veículos motorizados - Devem trafegar fora do novo corredor de ônibus, rodando somente nas faixas do centro e à esquerda. Podem acessar o corredor prioritário sempre que forem realizar uma conversão à direita, bem como se o destino for acessar algum estabelecimento comercial ou particular, localizado próximo à nova faixa prioritária. Carros e táxis não podem, em hipótese alguma, permanecer parados ou estacionados no corredor.

Bicicletas - Devem trafegar no corredor, que é a faixa mais à direita da via, junto ao meio-fio. Todos os veículos devem sempre respeitar o ciclista e seu tempo de deslocamento, guardando uma distância mínima de 1,5 metros, conforme normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). 

  Objetivos do novo corredor:

• Garantir prioridade no sistema viário ao transporte coletivo
• Aumentar a velocidade operacional
• Diminuir o tempo dos passageiros dentro do veículo
• Permitir maior fluidez na circulação viária para os ônibus
• Racionalizar a operação e otimização da frota
• Reduzir os custos do transporte público e, consequentemente, contribuir para a modicidade tarifária
• Facilitar a integração com os outros modos de transporte
• Permitir o compartilhamento de espaços na cidade, de forma justa e racional
• Contribuir para a redução das emissões urbanas que afetam a saúde e o clima
• Maior regularidade e cumprimento de viagem

Informações: EPTC

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Com obras sendo refeitas, corredores do BRT de Porto Alegre tem novo prazo para conclusão

17/11/2015 - Diário Gaúcho

Era para ser um sistema de transporte ágil e moderno, mas, até agora, não passou de uma novela em que capítulos frustrantes se repetem. Em janeiro, a prefeitura de Porto Alegre prometeu concluir até outubro as obras nos corredores do sistema BRT (bus rapid transit) nas Avenidas Bento Gonçalves, Protásio Alves e João Pessoa.

Além de não cumprir o prazo, parte do que já foi executado está sendo refeito. Com isso, uma nova promessa: a Secretaria de Gestão acredita que é "provável” que as obras sejam entregues no primeiro trimestre de 2016.

A primeira previsão de conclusão dos corredores de ônibus era para antes da Copa do Mundo. O Mundial acabou há um ano e meio e os corredores estão sendo consertados devido a fissuras no concreto. As empresas estão refazendo trechos nas três avenidas. Em todas, as obras complicam o trânsito, obrigam os ônibus a disputarem espaço com outros veículos e dificultam a vida dos passageiros.

Ônibus sem previsão

O cenário que mais chama atenção é o da Bento Gonçalves, onde houve bloqueio da circulação de ônibus no trecho entre as Ruas Silvado e Paulino Azurenha, no Partenon, para destruição total da pista. O empreiteiro autônomo Aglaer José Dornelles, 34 anos, anda várias vezes ao dia de ônibus e garante que um dos piores trechos é o da Bento, que agora está ainda mais complicado:

— O trânsito já é lento por natureza, assim, fica pior. Com BRT, imagino que seria outra coisa.

Para os motoristas de ônibus o estresse é ainda maior. Condutor da linha T6 da Carris, Márcio Rabuske Garcia, 35 anos, que passa pela Protásio Alves todos os dias, conta que a limitação de circulação no corredor torna o trânsito convencional ainda mais disputado. E o efeito cascata só aumenta: os congestionamentos se complicam e o tempo de viagem fica ainda maior.

— É ruim estar toda hora tendo que sair e voltar para o corredor. Temos que nos enfiar no meio dos carros, cuidar dos motoqueiros.

A Secretaria Municipal de Gestão informou que todos os reparos são de responsabilidade das empresas. Mas quando o BRT vai funcionar? Atualmente, a secretaria não dá previsão para compra dos ônibus e inauguração do sistema.

Cuidado com o concreto

Como o ônibus BRT tem corredor exclusivo e não compartilha o tráfego com outros veículos em todo trajeto, consegue praticamente dobrar sua velocidade média, aponta o coordenador do Programa de Engenharia de Transporte da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Márcio D’Agosto.

Um ônibus BRT lotado tem capacidade para transportar até 250 passageiros, o que diminui o número de veículos e aumenta o peso de cada veículo. Por isso, Márcio alerta para a necessidade de atenção especial na obra dos corredores.

— O veículo é mais pesado do que um ônibus convencional e no horário de pico vai encher. Tem que cavar fundo, desde o extrato mais baixo, para fazer a base. A carga do pavimento é muito maior que a usual e, por isso, a base do corredor precisa ter um tratamento especial. Não é um pavimento normal, a pista deve ser de concreto para não enrugar — avalia.

Como está a situação de cada corredor:

BRT Avenida Bento Gonçalves

Trecho: entre as Avenidas Antônio de Carvalho e Princesa Isabel

Comprimento: 5,9km

Investimento: R$ 13.976.983,83

Início: 14 de Março de 2012

Empreiteira: Consórcio Contepa (Conpasul e Sultepa).

Situação: até o final do ano, haverá bloqueio de circulação de ônibus no trecho entre as Ruas Silvado e Paulino Azurenha para que o corredor seja refeito devido a fissuras nas placas de concreto.

BRT Avenida João Pessoa

Trecho: entre a Avenida Bento Gonçalves e a Rua Desembargador André da Rocha

Comprimento: 3,3km

Investimento: R$ 5.310.565,27

Início: 28 de Setembro de 2012

Empreiteira: Consórcio Giovanella e Construtora Brasília-Guaíba

Situação: o corredor de ônibus entre a Avenida José Bonifácio e o Viaduto Loureiro da Silva e a estação Touring estão bloqueadas aos passageiros. Após a execução, foram identificadas 11 fissuras ao longo do trecho. A obra segue em andamento. Até o momento, cerca de 2km de via já foram executados.

BRT Avenida Protásio Alves

Trecho: Rua Saturnino de Brito até a Rua Sarmento Leite.

Comprimento: 6,8km

Investimento: R$ 15.240.010,67

Início: 12 de Março de 2012

Empreiteira: Consórcio Contepa (Conpasul e Sultepa)

Situação: foram retomadas as obras de pavimentação no cruzamento entre a Avenida Protásio Alves e a Avenida Cristiano Fischer, que será bloqueado por cerca de 45 dias. A intervenção será de aproximadamente 40m. Ainda falta concluir um trecho de 300m de extensão na Protásio Alves, entre a Lucas de Oliveira e Avenida Neusa Goulart Brizola. Nesse trecho, também haverá adequações no pavimento das plataformas da estação de ônibus Vicente da Fontoura.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Corredor de ônibus em Porto Alegre começa a operar no sábado (18)

17/07/2015 - G1

Empresa de transporte público da capital gaúcha garante que corredor vai agilizar o deslocamento de 40 linhas de ônibus que trafegam na região

Corredor de ônibus começa a operar no sábado
Corredor começa a operar no sábado em POA
créditos: Joel Vargas/PMPA
 
Começa a funcionar na manhã deste sábado (18) em Porto Alegre o corredor de ônibus da Avenida Borges de Medeiros, no centro. A iniciativa faz parte do projeto do binário com a Praia de Belas, implantado recentemente.
 
Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o corredor funcionará entre a Praça Isabel, a Católica, até a Praça Rotary, e vai agilizar o deslocamento no trânsito de 40 linhas de ônibus. 
 
A assessoria da EPTC declarou que o corredor de ônibus da Avenida Praia de Belas, implantado em março, gerou um ganho de tempo para as linhas de ônibus de até 31% no pico da manhã e de 37% no pico da tarde, no deslocamento entre a Avenida Icaraí e a Borges de Medeiros.

sábado, 6 de junho de 2015

Porto Alegre ganha pista exclusiva para ônibus no viaduto da Bento Gonçalves

02/06/2015 - Jornal do Commercio

Faixa para coletivo é inaugurada dois meses após estrutura dos automóveis. Iniciado em 2012, viaduto completo foi entregue com um ano de atraso

viaduto interliga as avenidas Salvador França e Ap
Viaduto interliga avenidas Salvador França e Aparício Borges
créditos: Jonathan Heckler/JC
 
A segunda etapa das obras do viaduto São Jorge, da avenida Bento Gonçalves, foi entregue no início da semana. O corredor de ônibus para as cinco linhas de transporte coletivo que passam pelo local (T2, T4, T11, T11A e 280.2) está disponível para o trânsito de coletivos. A pista fica um nível abaixo do pavimento no qual circulam os demais veículos, inaugurado no dia do aniversário de Porto Alegre, 26 de março.
 
Além da liberação da pista para ônibus, a circulação de veículos também foi autorizada, a partir das 6h desta segunda-feira (01), na alça lateral da Terceira Perimetral junto ao viaduto, no sentido Sul/Leste, que serve como acesso àqueles que trafegam pela avenida Bento Gonçalves e pretendem seguir em direção a Viamão. Também foi aberto o acesso ao lado do quartel, para quem dirige pela Bento no sentido bairro/Centro, em direção à avenida Ipiranga.
 
Iniciado em 2012, o viaduto completo foi entregue com um ano de atraso. Entre as oito intervenções previstas pelo município visando à Copa do Mundo de 2014, essa foi a que teve andamento mais acelerado, com maior número de operários e menos entraves pelo caminho.
 
Com 540 metros de extensão e seis faixas de tráfego, o viaduto São Jorge garante maior fluidez aos 90 mil veículos que fazem o trajeto entre as zonas Norte e Sul diariamente, bem como as linhas de transporte coletivo. Segundo cálculos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), os automóveis estão demorando 15 minutos a menos para fazer o trajeto da zona Sul para a zona Norte, e vice-versa, do que gastavam antes da construção da obra de arte.
 
O viaduto interliga as avenidas Salvador França e Aparício Borges passando por cima da avenida Bento Gonçalves, sem interrupções, e possui três níveis - o do asfalto, o superior, para carros, e o intermediário, na parte central, específico para ônibus. A obra, executada pelo consórcio Nova Bento (Construtora Cidade Ltda. e Sultepa Comércio e Construções Ltda.), teve custo de R$ 79,4 milhões.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Reconstrução nos corredores do BRT em Porto Alegre atrasa obras

15/04/2015 - Zero Hora - Porto Alegre

As obras nos corredores do futuro sistema BRT (bus rapid transit) de Porto Alegre têm espantado moradores e motoristas que passam pelos locais e percebem que elas quase não avançam. A percepção é certeira. No caso do corredor da Avenida João Pessoa, a obra andou para trás: os 60% dos trabalhos concluídos em dezembro do ano passado passaram para 55% nesta terça-feira, conforme dados da prefeitura.

O corredor da Avenida Bento Gonçalves permanece em 98% desde o final do ano passado, enquanto o da Avenida Protásio Alves foi o único que evoluiu nos últimos quatro meses, ainda que tímidos cinco pontos percentuais, de 92% para 97%. O resultado é que os prazos para entregar as obras foram esticados. Os corredores da Bento e da Protásio, previstos para março deste ano, ficaram para a primeira quinzena de junho. Já o da João Pessoa só deverá ser entregue em dezembro — a previsão anterior era julho.

A causa do atraso é a necessidade de reconstruir diversos trechos do concreto para substituir o asfalto e dar mais durabilidade ao piso para a passagem dos ônibus. Só que de durável o material não teve nada. Sem que nenhum ônibus passasse, já rachou em alguns trechos.

Para o concreto dos corredores de ônibus ter a resistência devida, é preciso de muita hidratação e uma longa secagem, que pode chegar a 28 dias. Não foi o que ocorreu nos três corredores em obras na Capital. O concreto foi colocado durante o verão, que foi muito quente, facilitando a rápida evaporação da água.

Mesmo com o atraso, a prefeitura não vê motivo para multar as empresas, segundo o coordenador técnico das obras de mobilidade da Secretaria Municipal de Gestão, Rogério Baú. No início deste ano, o prefeito José Fortunati havia dito, em entrevista exclusiva a ZH, que as empreiteiras tinham sido multadas. Baú também garantiu que nenhum trecho está sendo refeito mais de uma vez e reforçou que todos os custos têm sido pagos pela própria empreiteira.

— A multa é gerada quando há uma exigência de refazer e a empresa se nega. Mas a ordem foi prontamente atendida — disse.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que tem acompanhado o caso.

O faz e refaz do concreto dos corredores do BRT não é o único entrave ao andamento das obras. As estações e terminais que receberão os passageiros dependem de um estudo de demanda não só dos ônibus, mas também do metrô, por causa da integração entre os modelos de transporte.

Já se sabe que o metrô não será inaugurado antes de 2020. Mas Baú espera que antes disso os dados já estarão disponíveis. Mesmo que essa primeira fase do metrô contemple basicamente a Zona Norte, sua influência chega até as vias do BRT em construção porque os ônibus alimentarão a rede integrada, justifica Baú.

Confira os prazos atualizados das obras:

1) BRT Bento Gonçalves

Trecho: Avenidas Antonio de Carvalho e Princesa Isabel.

Comprimento: 5.955 metros.

Largura: duas faixas de 3,50 metros (corredor de ônibus).

Investimento: R$ 13.976.983,83.

Início: 14 de Março de 2012.

Previsão inicial de conclusão: 18 meses.

Segunda previsão de conclusão: Março de 2015.

Previsão com a reconstrução de trechos do concreto: Primeira quinzena de junho.

Empreiteira: Consórcio Contepa (Conpasul e Sultepa).

Percentual atual de execução da obra: 98%.

 

2) BRT Protásio Alves

Trecho: Rua Saturnino de Brito até a Rua Sarmento Leite.

Comprimento: 6.850 metros.

Largura: duas faixas de 3,50 metros (corredor de ônibus).

Investimento: R$ 15.240.010,67.

Início: 12 de Março de 2012.

Previsão inicial de conclusão: 18 meses.

Segunda previsão de conclusão: Março de 2015.

Previsão com a reconstrução de trechos do concreto: Primeira quinzena de junho.

Empreiteira: Consórcio Contepa (Conpasul e Sultepa).

Percentual atual de execução da obra: 97%.

 

3) BRT João Pessoa

Trecho: Entre a Avenida Bento Gonçalves e a Rua Desembargador André da Rocha.

Comprimento: 3.346 metros.

Largura: duas faixas de 3,50 metros (corredor de ônibus).

Investimento: R$ 5.310.565,27.

Início: 28 de Setembro de 2012.

Previsão inicial de conclusão: 12 meses.

Segunda previsão de conclusão: Julho de 2015.

Previsão com a reconstrução de trechos do concreto: Dezembro de 2015.

Empreiteira: Consórcio Giovanella e Construtora Brasília-Guaíba.

Percentual atual de execução da obra: 55%.

Novo edital do transporte de Porto Alegre prevê mais lotes na tentativa de atrair mais empresas

16/04/2015 -Zero Hora - Porto Alegre

Com forte esquema de segurança para evitar novo tumulto, a prefeitura promoveu, na noite desta quarta-feira, a terceira audiência pública para apresentar o terceiro edital para a licitação de concessão do serviço do transporte coletivo em Porto Alegre. A principal novidade é a divisão das linhas em mais lotes: seis, ao invés dos atuais três, numa tentativa de atrair mais empresas e, finalmente, conseguir concluir a licitação de forma vitoriosa.

— Fizemos um grande estudo a partir do segundo edital. Queríamos dividir ao máximo as áreas, mas chegamos à conclusão que, quanto mais dividíssemos, mais aumentaríamos os custos. Com seis lotes, chegamos num bom meio termo — explica o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari.

Com publicação prevista para o dia 6 de maio, o edital vai oferecer seis lotes em três bacias diferentes — a quarta bacia é a da Carris, que não entra em disputa. Cada empresa ou consórcio pode concorrer a no máximo dois lotes, desde que pertençam à mesma bacia. Ou seja, serão no mínimo três e no máximo seis vencedores. Caso um ou mais lotes não tenham interessados, Cappellari admite que a Carris poderá assumi-los.

As últimas duas licitações permaneceram totalmente desertas, ou seja, sem nenhum interessado. Dessa vez, o diretor-presidente da EPTC sugere que não haverá nova tentativa de licitar o transporte.

— Vai ser muito difícil o governo abrir um novo edital. Não podemos ficar abrindo editais indefinitivamente. Já são dois anos sem investimento nos ônibus, e já estamos indo para o terceiro sem qualificar a frota e o transporte como um todo — afirmou Cappellari.

Como alternativa, ele comentou que a prefeitura poderia intervir no sistema e assumir, de forma gradativa, ressarcindo as atuais empresas, todo o transporte coletivo da Capital.

Menos participantes

A Brigada Militar calculou que 150 pessoas participaram da audiência, sendo que 12 se inscreveram para falar ao microfone. Na última audiência, que acabou sendo encerrada mais cedo por conta de um tumulto, 617 pessoas haviam se cadastrado.

Uma das justificativas, conforme a organização da audiência, é o dia de paralisações e a chuva. Por conta do primeiro motivo, a prefeitura atrasou em 30 minutos o início do evento, mas disse que não poderia remarcar, porque estava previsto em edital.

Dos 12 que se manifestaram durante a noite, 10 mencionaram a cota de ar-condicionado da frota. Todos pediram que o edital previsse 100% dos ônibus com o equipamento imediatamente — conforme previa o projeto aprovado pela Câmara, mas ao qual o prefeito entrou com recurso e foi atendido pela Justiça.

A medida ainda poderia ser incluída no edital, assim como as demais sugestões dadas pelos moradores, mas a tendência é que siga como o modelo apresentado nesta noite: cada empresa deve ter 25% da frota com ar-condicionado e ir ampliando a cota de forma gradativa, até chegar à totalidade em 10 anos. A justificativa da EPTC é que modificar toda a frota de imediato (pois não é possível adaptar os atuais ônibus para o ar-condicionado) iria encarecer a passagem.

Outra característica que permaneceu idêntica ao último edital é que as empresas vencedoras serão responsáveis pelos futuros BRTs. Mais tarde, deverão assumir o metrô e a integração com o transporte da Região Metropolitana.