segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Corredor de ônibus da Zona Sul começa a funcionar dia 11

04/11/2013 - EPTC

Foto: Divulgação/PMPA

Com 4,5 quilômetros, faixa prioritária fica entre a Costa Lima e a Eduardo Prado
A partir do dia 11, segunda-feira, começa a operação no novo corredor de ônibus da Zona Sul da Capital. A faixa prioritária, que fica no eixo das avenidas Cavalhada, Nonoai e Teresópolis, terá 4,5 quilômetros de extensão, entre a rua Costa Lima e a avenida Eduardo Prado. O horário de operação será das 6h às 9h e das 16h às 20h, de segunda a sexta-feira, nos dois sentidos da via. Além da divulgação nos meios de comunicação, a partir de quinta-feira, 7, serão distribuídos à população cerca de 5 mil folhetos informativos sobre as mudanças no trânsito na região.

O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, explica que o objetivo é melhorar a mobilidade na região e estimular o uso do transporte público. "O número de carros aumentou muito nos últimos anos e hoje não existe espaço para transitar com agilidade pelas vias se todos, ao mesmo tempo, circularem com seus veículos particulares. Nós não somos contra o uso do carro, até porque essa é uma realidade com a qual temos que conviver. Mas queremos que mais pessoas utilizem o transporte coletivo e que aquelas que optarem por essa mudança de hábitos sejam beneficiadas com agilidade e qualificação do transporte público", afirmou Cappellari.

As faixas horárias de operação foram definidas levando-se em conta a velocidade dos ônibus e volumes de tráfego. O corredor foi implantado à direita da via, com sinalização horizontal específica na cor azul e sinalização vertical regulamentando o uso. O projeto redefiniu o posicionamento das paradas com o objetivo de, junto com a faixa prioritária de circulação, dar mais velocidade à operação, reduzindo os intervalos, atrasos e tempos de deslocamento dos usuários. Todos os abrigos foram substituídos pelas Paradas Segura, com iluminação, piso especial, piso tátil, bancos e lixeiras.

No trecho do corredor prioritário, haverá 33 pontos de paradas, sendo 16 no sentido bairro-centro e 17 no sentido centro-bairro. Naquele eixo, operam 45 linhas do transporte coletivo, com 2,2 mil viagens, transportando 126 mil passageiros por dia. Com os 4,5 quilômetros, serão 60 quilômetros exclusivos para deslocamento de ônibus na Capital.

Possuem corredores exclusivos as seguintes vias: Bento Gonçalves, Protásio Alves, Osvaldo Aranha, Assis Brasil, Farrapos, Sertório, Baltazar de Oliveira Garcia, Cristóvão Colombo, Independência, João Pessoa, Érico Veríssimo e 3ª Perimetral.

Veja as regras para utilização do novo corredor da Zona Sul *

O horário de funcionamento do corredor é das 6h às 9h e das 16h às 20h. Veja como serão as regras de circulação para cada tipo de veículo:

Ônibus e Lotações
Devem trafegar somente na faixa da direita, demarcada como corredor preferencial e caracterizada com a pintura azul.

Carros, Táxis e Outros Veículos Motorizados
Devem trafegar fora do novo corredor de ônibus, rodando somente nas faixas do centro e à esquerda. Podem acessar o corredor prioritário sempre que forem realizar uma conversão à direita, bem como se o destino for acessar algum estabelecimento comercial ou particular, localizado próximo à nova faixa prioritária. Carros e táxis não podem, em hipótese alguma, permanecerem parados ou estacionados no corredor.

Bicicletas
Devem trafegar no corredor, que é a faixa mais à direita da via, junto ao meio fio. Todos os veículos devem sempre respeitar o ciclista e seu tempo de deslocamento, guardando uma distância mínima de 1,5 metros.

* Conforme normas do Código de Trânsito Brasileiro


/transito /transportecoletivo
Texto de: Lucas Barroso
Edição de: Vanessa Oppelt Conte
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Corredor de ônibus da Zona Sul começa a funcionar dia 11

04/11/2013 - EPTC

Foto: Divulgação/PMPA

Com 4,5 quilômetros, faixa prioritária fica entre a Costa Lima e a Eduardo Prado
A partir do dia 11, segunda-feira, começa a operação no novo corredor de ônibus da Zona Sul da Capital. A faixa prioritária, que fica no eixo das avenidas Cavalhada, Nonoai e Teresópolis, terá 4,5 quilômetros de extensão, entre a rua Costa Lima e a avenida Eduardo Prado. O horário de operação será das 6h às 9h e das 16h às 20h, de segunda a sexta-feira, nos dois sentidos da via. Além da divulgação nos meios de comunicação, a partir de quinta-feira, 7, serão distribuídos à população cerca de 5 mil folhetos informativos sobre as mudanças no trânsito na região.

O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, explica que o objetivo é melhorar a mobilidade na região e estimular o uso do transporte público. "O número de carros aumentou muito nos últimos anos e hoje não existe espaço para transitar com agilidade pelas vias se todos, ao mesmo tempo, circularem com seus veículos particulares. Nós não somos contra o uso do carro, até porque essa é uma realidade com a qual temos que conviver. Mas queremos que mais pessoas utilizem o transporte coletivo e que aquelas que optarem por essa mudança de hábitos sejam beneficiadas com agilidade e qualificação do transporte público", afirmou Cappellari.

As faixas horárias de operação foram definidas levando-se em conta a velocidade dos ônibus e volumes de tráfego. O corredor foi implantado à direita da via, com sinalização horizontal específica na cor azul e sinalização vertical regulamentando o uso. O projeto redefiniu o posicionamento das paradas com o objetivo de, junto com a faixa prioritária de circulação, dar mais velocidade à operação, reduzindo os intervalos, atrasos e tempos de deslocamento dos usuários. Todos os abrigos foram substituídos pelas Paradas Segura, com iluminação, piso especial, piso tátil, bancos e lixeiras.

No trecho do corredor prioritário, haverá 33 pontos de paradas, sendo 16 no sentido bairro-centro e 17 no sentido centro-bairro. Naquele eixo, operam 45 linhas do transporte coletivo, com 2,2 mil viagens, transportando 126 mil passageiros por dia. Com os 4,5 quilômetros, serão 60 quilômetros exclusivos para deslocamento de ônibus na Capital.

Possuem corredores exclusivos as seguintes vias: Bento Gonçalves, Protásio Alves, Osvaldo Aranha, Assis Brasil, Farrapos, Sertório, Baltazar de Oliveira Garcia, Cristóvão Colombo, Independência, João Pessoa, Érico Veríssimo e 3ª Perimetral.

Veja as regras para utilização do novo corredor da Zona Sul *

O horário de funcionamento do corredor é das 6h às 9h e das 16h às 20h. Veja como serão as regras de circulação para cada tipo de veículo:

Ônibus e Lotações
Devem trafegar somente na faixa da direita, demarcada como corredor preferencial e caracterizada com a pintura azul.

Carros, Táxis e Outros Veículos Motorizados
Devem trafegar fora do novo corredor de ônibus, rodando somente nas faixas do centro e à esquerda. Podem acessar o corredor prioritário sempre que forem realizar uma conversão à direita, bem como se o destino for acessar algum estabelecimento comercial ou particular, localizado próximo à nova faixa prioritária. Carros e táxis não podem, em hipótese alguma, permanecerem parados ou estacionados no corredor.

Bicicletas
Devem trafegar no corredor, que é a faixa mais à direita da via, junto ao meio fio. Todos os veículos devem sempre respeitar o ciclista e seu tempo de deslocamento, guardando uma distância mínima de 1,5 metros.

* Conforme normas do Código de Trânsito Brasileiro


/transito /transportecoletivo
Texto de: Lucas Barroso
Edição de: Vanessa Oppelt Conte
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Porto Alegre conhece o seu modelo de ônibus BRT

23/10/2013 - Prefeitura de Porto Alegre

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Porto Alegre conheceu nesta quarta-feira, 23, o modelo de ônibus que irá operar no sistema BRT (Bus Rapid Transit), a partir de 2014, nos corredores que estão sendo construídos pela prefeitura. A apresentação foi feita pelo prefeito José Fortunati e o secretário de Transportes e presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, dentro do veículo chassi Mercedes-Benz; motorização Euro V – Proconve 7, com baixa emissão de gases poluentes, carroceria Marcopolo e 23 metros de comprimento, estacionado junto ao Mercado Público da Capital.

Também estiveram presentes representantes das empresas Mercedez-Benz e Marcopolo. "Nós fizemos uma provocação aos empresários, solicitando a construção de um veículo de piso baixo, pelas características de nossa cidade. O desafio foi aceito e o resultado está aqui e demonstra qualidade e adaptação às características urbanas de Porto Alegre", afirmou Cappellari.

Em coletiva, o prefeito José Fortunati lembrou os tempos de estudante, na década de 70, quando tinha dificuldades para transitar nos corredores centrais dos ônibus, por serem muito baixos. "Este veículo é uma notável evolução tecnológica, que vai qualificar os nossos corredores de ônibus e dar mais conforto aos usuários do transporte coletivo de Porto Alegre", afirmou. O veículo comporta 166 passageiros e é adaptado para pessoas com deficiência, contando com box para cadeirantes.

Fortunati informou que a licitação para o transporte urbano na Capital deve ser realizada até o ano que vem e previu que a operação do novo sistema, já com veículos como o que foi apresentado, ocorra até o final de 2014. "Esse tipo de transporte irá atender todo o eixo Sul-Leste, já que a região Norte da cidade será beneficiada pela construção do metrô", explicou.

O prefeito enfatizou, ainda, as negociações com o Governo do Estado, no sentido de racionalizar as viagens dos ônibus que atendem à Região Metropolitana da Capital. Junto com o sistema coletivo de Porto Alegre, estes ônibus realizam um total de 34 mil viagens por dia, a maioria passando pelo Centro da cidade. "A integração desse sistema com os BRTs vai proporcionar maior conforto, rapidez e segurança para os usuários do transporte coletivo de toda a região da Grande Porto Alegre", finalizou.

Foto: Ricardo Giusti/PMPA
Informações: Prefeitura de Porto Alegre

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Cinco obras de transporte devem ficar prontas após a Copa em Porto Alegre

07/10/2013 - G1 RS

Ao visitar Porto Alegre nesta segunda-feira (7), o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, terá a oportunidade de conferir de perto os atrasos nas obras de mobilidade urbana previstas para a Copa do Mundo de 2014 na capital gaúcha. Dos sete projetos sob responsabilidade da prefeitura, cinco não devem ser concluídos até a realização do Mundial, em junho de 2014.

As duplicações da Avenida Tronco e da Rua Voluntários da Pátria, a maioria das intervenções na Terceira Perimetral, o prolongamento da Avenida Severo Dullius e a implementação do sistema de transporte de ônibus rápido (BRT, na sigla em inglês) só deve ficar prontas após os cinco jogos que a cidade vai sediar. Alguns projetos estão atualmente sem prazo para conclusão e podem ficar para 2015.

Os atrasos no cronograma e na execução das obras foram provocados pelos mais variados motivos, desde disputas judicias, passando por dificuldades com desapropriações de áreas e reassentamento de famílias até impasses ambientais e arqueológicos. Mas também por falta de planejamento e falhas na elaboração dos projetos, aponta o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS).

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, vai acompanhar Jérôme Valcke na visita a Porto Alegre. Antes de cumprir os compromissos da agenda, ele participou do programa Bom Dia Rio Grande, da RBS TV. Na entrevista, o ministro destacou que as obras da capital "andam bem".

"Temos seis estádios prontos para Copa, que receberam os jogos da Copa das Confederações, e até dezembro queremos os outros seis, com eles o Beira-Rio, que tem hoje mais ou menos 85% das obras já concluídas", resumiu Rebelo. Ele reiterou que considera a cidade preparada. "Porto Alegre está habituada a receber grandes eventos. Sediou jogos da Copa de 1950, recebeu o Fórum Social Mundial, tem aeroporto em boas condições, tem também o estádio do Grêmio em padrão internacional, e temos as obras de mobilidade. Umas ficarão prontas antes, e outras depois", completou.

O ministro ressaltou que as obras de mobilidade realizadas com o objetivo de ficarem prontas antes da Copa são de responsabilidade das prefeituras e governos estaduais. "Essas obras de mobilidade urbana não constam nos encargos das obrigações que o Brasil assinou com a Fifa. São obras do PAC, previstas independentemente de o país ter Copa ou não. Os governos e as prefeituras resolveram antecipar para facilitar a Copa", explicou.

Em relatório divulgado recentemente sobre o acompanhamento dos projetos de transporte até julho, o TCE-RS afirma que todas as 10 obras (o sistema BRT compreende quatro projetos, incluindo o monitoramento dos corredores) e etapas "estão em atraso com relação aos prazos estabelecidos nos cronogramas físico-financeiros de seus contratos".

Segundo os auditores, o descumprimento do cronograma "evidencia falhas de planejamento e de organização" e "favorece o aumento do custo global" das obras, além de diminuir a qualidade de vida dos porto-alegrenses, obrigados a conviver por mais tempo com os transtornos causados pelos bloqueios parciais ou totais de vias.

"De maneira geral, alguns projetos básicos apresentavam ausência de elementos quem permitissem uma análise técnica dos projetos", explica a auditora do TCE, Andrea Mallmann Couto ao G1, acrescentando que a maioria dos atrasos é decorrente dos entraves que a prefeitura está tentando administrar.

Na avaliação do órgão, o contrato de cooperação firmado em 2009 com o Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Ciergs), que doou projetos básicos e executivos ao município para agilizar o início das obras, "não surtiu o efeito desejado". Os documentos só foram entregues para análise da Caixa dois anos depois, em agosto de 2011, e sem todas as informações necessárias, o que atrasou a liberação dos recursos. 

O presidente do departamento estadual do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS), Tiago Holzmann da Silva, concorda com a avaliação do TCE sobre a falta de planejamento dos projetos e diz que muitas das obras que estão em andamento na cidade não vão resolver os problemas de mobilidade urbana da capital.

"A gente percebe com muita clareza, independente da qualidade das obras, a falta de planejamento. Foram feitas de maneira apressada, sem planejamento do ponto de vista urbanístico e também dos projetos. Não há um grupo qualificado que pense no projeto de cidade que nós queremos e estamos construindo", opina Tiago.

Procurada pela reportagem para comentar os atrasos, a Secretaria de Gestão não retornou os contatos. Em artigo publicado no jornal Zero Hora na última quinta-feira (3), o secretário Urbano Schmitt reconheceu o descumprimento dos prazos, mas destacou os esforços da prefeitura e o legado que essas ações deixarão para a cidade.

Como todos os projetos foram retirados da Matriz de Responsabilidade do Mundial e transferidos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conforme anúncio feito pelo prefeito José Fortunati em junho, não há risco de perda de financiamentos. Um novo cronograma para as obras deve ser definido em conjunto com o governo federal.

Confira o andamento das obras da Copa em Porto Alegre

Duplicação da Avenida Tronco

- Custo: R$ 156 milhões

- Prazo anterior: maio de 2014

- Novo prazo: indeterminado

- Status: atrasada, sem chances de ficar pronta a tempo do Mundial, diz o TCE

Iniciada em maio de 2012, as obras de duplicação de 4,6 quilômetros da Avenida Tronco estão em andamento, mas não ficarão prontas antes da Copa. Problemas para o reassentamento de 1,4 mil famílias que moram sobre o futuro leito da via emperraram a obra. Segundo o TCE, até o dia 5 de junho, apenas 352 desapropriações haviam sido acertadas. O cronograma também foi prejudicado pela falta de interesse das construtoras nos projetos das moradias populares do programa Minha Casa, Minha Vida. As casas devem começar a sair do papel apenas em 2014.

Duplicação da Rua Voluntários da Pátria

- Custo: R$ 95,3 milhões

- Prazo anterior: maio de 2014

- Novo prazo: indeterminado

- Status: atrasada, sem chances de ficar pronta no prazo previsto, diz o TCE.

Os trabalhos de duplicação de 3,5 quilômetros da Rua Voluntários da Pátria começaram há mais de um ano, mas hoje estão praticamente parados. A prefeitura enfrenta problemas para desapropriar moradores e comerciantes, que ingressaram com ações na Justiça. Além disso, um sítio arqueológico foi encontrado no subsolo e agora a obra precisa ser acompanhada por um arqueólogo. Conforme a prefeitura, as obras no trecho dois, entre a Rua Ramiro Barcelos e Avenida Sertório, tiveram ordem de início no final de setembro. A estação São Pedro não havia sido licitada até junho, diz o TCE.

Obras da Terceira Perimetral

- Custo: R$ 194,1 milhões

- Prazo anterior: maio de 2014

- Novo prazo: indeterminado

- Status: algumas etapas da obra serão concluídas depois da Copa

Das cinco intervenções no trecho de 9 quilômetros da Terceira Perimetral, pelo menos quatro podem não ficar prontas até junho: as passagens subterrâneas da Rua Anita Garibaldi e das avenidas Cristóvão Colombo e Ceará e o viaduto da Avenida Plínio Brasil Milano.

Na Anita, a obra parou por causa de uma rocha encontrada no subsolo. A prefeitura diz que recentemente foi feito um termo aditivo no projeto para realizar a remoção e não descarta a conclusão antes do Mundial. Já na Plínio o entrave é uma disputa judicial para a desapropriação de uma revendedora de veículos. Na trincheira da Cristóvão Colombo, os trabalhos de escavação devem iniciar apenas neste mês. Na Ceará, os funcionários só podem trabalhar durante a madrugada, o que atrasou o planejamento. A situação é mais animadora no viaduto duplo da Bento Gonçalves, que deve ser concluído até o Mundial.

Prolongamento da Av. Severo Dullius

- Custo: R$ 83 milhões

- Prazo anterior: maio de 2014

- Novo prazo: indeterminado

- Status: obra atrasada

Com as obras recém-iniciadas, o prolongamento da Avenida Severo Dullius não ficará pronto até a Copa, admite a prefeitura. O atraso foi ocasionado por entraves ambientais: o projeto básico previa a execução do traçado da via sobre um aterro sanitário, com necessidade de remoção de grande volume de lixo. Com isso, a licença ambiental não foi emitida. O projeto foi alterado e está em fase de conclusão, segundo o Executivo.

Sistema de ônibus rápidos (BRTs)

- Custo: R$ 208,8 milhões

- Prazo anterior: maio de 2014

- Novo prazo: indeterminado

- Status: obras atrasadas e com etapas não licitadas; ficará para depois da Copa

A implementação dos BRTs inclui quatro projetos: os corredores das avenidas João Pessoa, Bento Gonçalves e Protásio Alves e a central de monitoramento. O novo sistema de transporte público, no entanto, só entrará em operação depois da Copa, já antecipou a prefeitura.

Vários problemas atrasaram o cronograma. O último deles foi um apontamento do TCE que detectou sobrepreço superior a R$ 1 milhão na execução das obras. Após o Executivo prestar esclarecimentos, os trabalhos foram liberados e serão retomados no dia 10, anunciou a prefeitura. A falta de areia para a construção civil em função da suspensão judicial da extração no Rio Jacuí também afetou o cronograma. Além disso, a prefeitura ainda não licitou as obras de terminais e de estações, cujos projetos ainda estão em fase de elaboração.

Avenidas Edvaldo Pereira Paiva

(Beira-Rio) e Padre Cacique

- Custo: R$ 119,2 milhões

- Prazo anterior: maio de 2014

- Novo prazo: não há

- Status: obras dentro do prazo

Exigência da Fifa para a realização dos jogos no Estádio Beira-Rio, a duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio) e o corredor da Padre Cacique estão com o cronograma em dia, diz a prefeitura. Os trechos 1 e 2 da Beira-Rio (entre a Rótula das Cuias e o velódromo) estão concluídos, assim com a ponte sobre o Arroio Dilúvio. O trecho 3 (entre o velódromo e a Pinheiro Borda) está em fase final e o trecho 4 (entre a Rótula das Cuias e a Usina do Gasômetro) já avança pela Loureiro da Silva. O viaduto da Pinheiro Borda e o corredor da Padre Cacique também ficarão prontos a tempo.

Complexo da Rodoviária

- Custo: R$ 31,5 milhões

- Prazo anterior: maio de 2014

- Novo prazo: maio de 2014

- Status: atrasada, mas com previsão de conclusão antes do Mundial.

O projeto do Complexo da Rodoviária compreende a construção do viaduto da Avenida Júlio de Castilhos e a estação de ônibus com acesso subterrâneo. Apesar do atraso de quase 40% na execução, conforme o TCE, as obras do viaduto estão em andamento e devem ficar prontas até a Copa. Segundo a prefeitura, o cronograma atrasou porque, durante as perfurações no solo, uma tubulação foi encontrada e o projeto de um pilar teve que ser alterado. Já a estação de ônibus ainda não foi licitada, o que deve ocorrer até outubro, diz a prefeitura.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Novo corredor de ônibus acelera em Porto Alegre

04/10/2013 - Zero Hora - Porto Alegre

Ainda não há indícios de sinalização na pista, mas o novo corredor exclusivo para ônibus, com 4,5 quilômetros, no eixo das avenidas Cavalhada, Nonoai e Teresópolis deve entrar em operação nos primeiros dias de novembro. Anunciada pelo prefeito José Fortunati no Dia Mundial Sem Carro, em setembro, a faixa exclusiva para o tráfego de coletivos promete dar maior fluidez ao transporte público nos horários de pico - das 6h às 9h e das 16h às 20h. Mas, ao mesmo tempo, deve aumentar o tempo de viagem dos demais veículos.

A iniciativa é pioneira em Porto Alegre. Pela primeira vez, o espaço para os ônibus ficará à direita da via e terá períodos definidos de funcionamento. Entre as 9h e às 16h, o estacionamento na faixa será permitido para evitar prejuízos ao comércio da região. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) ainda define as punições em casos de desrespeito à indicação de exclusividade de circulação dos coletivos nos horários determinados. Motoristas devem ficar atentos às alterações.

Nas três avenidas, novas paradas estão sendo instaladas e reposicionadas para o início do funcionamento do corredor, onde também poderão circular lotações. Conforme a EPTC, a medida busca reduzir em 20 minutos o percurso dos coletivos.

- Inicialmente, fizemos um estudo que mostrou que, nos últimos cinco anos, o histórico de aumento no tempo de viagem dos ônibus na Zona Sul é cíclico. Precisávamos tomar alguma medida. Optamos por priorizar a região porque, somente neste eixo, 126 mil pessoas são transportadas por dia - explica o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.

Ao todo, serão 33 paradas no trecho - 28, reposicionadas. A EPTC aguarda a chegada da tinta especial, na cor azul, para iniciar a sinalização do novo corredor de ônibus.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

BRT de Porto Alegre fica R$ 1,2 milhão mais caro e deve operar só em 2015

02/10/2013 - UOL

Os três corredores de ônibus projetados em 2010 pela Prefeitura de Porto Alegre como principal legado da Copa do Mundo para a cidade estão ao menos R$ 1,2 milhão mais caros do que o previsto e podem ser entregues somente em 2015. É o segundo atraso do projeto da capital gaúcha anunciado no mês – o governo já havia informado que a inauguração iria acontecer em outubro de 2014.

O TCE-RS (Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul) encontrou prática de sobrepreço em dois itens do contrato de R$ 195 milhões firmado entre a prefeitura e as construtoras. De acordo com o tribunal, o governo está pagando cerca de R$ 1,1 milhão a mais do que o cobrado pelo mercado pelo serviço de fresagem (remoção de asfalto para instalação de placas de concreto por onde os ônibus passarão). Além disso, está gastando cerca de R$ 50 mil a mais pela iluminação noturna da obra.

Os conselheiros do TCE-RS avisaram a prefeitura sobre o problema, o que resultou num imbróglio judicial que acabou paralisando a construção dos BRTs (Bus Rapid Transit, nome dado ao sistema de corredores exclusivos de ônibus). Atendendo à recomendação do órgão de controle, o governo municipal reduziu o repasse que fazia às construtoras. O consórcio, então, foi ao TJ (Tribunal de Justiça) contra a prefeitura para receber o valor integral.

Ao analisar o caso, a Justiça entendeu que não há sobrepreço no contrato dos BRTs e concedeu uma liminar (decisão provisória) às empreiteiras. Se fosse seguir apenas a decisão judicial, a prefeitura deveria, portanto, voltar a pagar o dinheiro que o TCE considerou irregular. Como isso não aconteceu, o consórcio formado pelas empresas Sultepa e Conpasul, responsável por dois dos três corredores, resolveu paralisar os serviços até que haja uma decisão definitiva.

A PGM (Procuradoria Geral do Município) trabalha para derrubar a liminar da Justiça. Em meio a duas decisões opostas, o prefeito José Fortunati (PDT) pediu ao TCE-RS, semana passada, que os conselheiros apresentem um relatório final sobre as contas da obra. O tribunal informou, no entanto, que só poderá apresentar o resultado definitivo sobre as contas quando as obras acabarem.

Prefeito cobra definição

"Qual das duas [TCE ou TJ] traduz a melhor decisão? A Prefeitura somente aguarda a decisão das instâncias fiscalizadoras para prosseguir com as obras. A decisão é absolutamente técnica", disse o prefeito, em seu blog. "Exigem da Prefeitura agilidade na execução das obras. Queremos que as empresas executem as obras, mas para isso precisamos da agilidade na decisão sobre o mérito da matéria", completou.

Procurada na segunda-feira, a construtora Conpasul ainda não se pronunciou sobre a questão. Ao pedir a liminar na Justiça, a empresa argumentou que não há sobrepreço no contrato e que está cumprindo o determinado pelo edital.

A suspeita de sobrepreço não é o único problema enfrentado pelo projeto dos BRTs, que deve transportar 64 mil passageiros por dia. Outros dois pontos ainda precisam ser resolvidos pela Prefeitura de Porto Alegre. A licitação para construir paradas e estações dos corredores de ônibus não foi lançada e os veículos que andarão pelas pistas exclusivas não foram comprados.

Em entrevista ao UOL Esporte no início de setembro, o diretor-presidente da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre), Vanderlei Cappellari disse que os BRTs não farão falta para a Copa. Segundo ele, a Fifa aprovou o plano de mobilidade de Porto Alegre para o Mundial já sabendo que o sistema não estaria operando e as obras consideradas essenciais pela entidade serão concluídas a tempo.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Impasse atrasa obras nos corredores de ônibus do sistema BRT, em Porto Alegre

19/09/2013 - Zero Hora - Porto Alegre

Obras em três corredores por onde circularão os ônibus do sistema BRT, em Porto Alegre, estão praticamente paradas. Isso ocorre porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou sobrepreço em dois serviços executados pelos consórcios que venceram a licitação — fresagem e sinalização.

De acordo com o TCE, esses itens estariam 100% e 30% acima do preço de mercado, respectivamente. Por isso, o órgão orientou (e a prefeitura seguiu) a retenção do pagamento do valor excedente. O prefeito José Fortunati explicou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que o edital de licitação contempla tabela indicada pela Caixa, por onde passa o financiamento, e não tabela da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), que tem preços mais baixos:

— O que fez o Tribunal de Contas? Há um sobrepreço neste item e, por isso, o que a prefeitura de Porto Alegre deve pagar é pelo preço menor, ou seja, da tabela da Smov, e não pelo preço maior, apontado pela Caixa Econômica Federal.

O secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt, diz que só não há paralisação total nos três corredores — João Pessoa, Protásio Alves e Bento Gonçalves — porque serviços complementares, como meio-fio e calçada, são realizados.

— Evidente que vai ter um atraso, mas a gente espera que, no menor tempo possível, seja dirimido — relata o secretário, acrescentando que a fresagem, retirada do asfalto para colocação das placas de concreto, é a principal parte da obra.

Schmitt afirma que as empresas responsáveis pelas obras, contrariadas com a decisão de não pagamento do excedente, pararam a execução dos dois serviços, questionaram a retenção dos valores na Justiça e obtiveram uma liminar favorável. Agora, a administração municipal espera uma decisão final do Judiciário e do TCE para que os trabalhos sejam retomados. Na Padre Cacique, conforme a prefeitura, não houve mudança.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Futuro BRT na área do hipódromo

10/08/2013 - Zero Hora - Porto Alegre

O terminal do Cristal – que integra o conjunto de obras de duplicação da Avenida Tronco – irá receber ônibus rápidos dos sistemas BRT e das linhas que abastecem a Zona Sul. A estrutura será construída na esquina das avenidas Chuí e Icaraí, na área repassada à prefeitura pelo Jockey. Pelo cronograma da prefeitura, a obra deve ser concluída somente no segundo semestre de 2015.

– A estação terá uma importante função já que a Tronco ainda receberá um corredor de ônibus – afirma o coordenador técnico da secretaria de Gestão, Rogério Baú.

Como alternativa para realocar pequenos negócios que serão atingidos pela duplicação da Avenida Tronco, também está prevista a criação de um centro popular de compras dentro do terminal. O local deverá contar com 40 lojas.

Assim como outros projetos de mobilidade urbana da Capital, a duplicação da Tronco não é mais uma das obras para a Copa de 2014. O prefeito José Fortunati inseriu essa melhoria no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Área do Jockey Club dará lugar a estação do BRT

Dentro de dois meses, as primeiras mudanças do Jockey Club, em Porto Alegre, já devem tomar corpo. Ao menos, essa é a expectativa da administração da entidade: entregar os 2,2 hectares acordados com a prefeitura em troca de outra área na Avenida Diário de Notícias até a primeira quinzena de outubro.

O local dará lugar à futura estação do BRT (Bus Rapid Transit) da Avenida Tronco e, para isso, cavalos e cavaleiros saem de cena para entrarem as máquinas. Uma das principais mudanças é a redução das pistas de corrida. A externa passará de 1,9 mil para 1,75 mil metros, e a interna diminui de 1,85 mil para 1,6 mil metros.

- Quando a pista interna estiver concluída, passaremos por algumas adaptações, como o assentamento da areia. Depois disso, poderemos iniciar a segunda reforma. Assim, não é necessário interromper as corridas - explica o presidente do Jockey, José Vecchio Filho.

Será a primeira grande transformação dos páreos desde a inauguração, em 1959. Orçados em R$ 6 milhões, os trabalhos começaram há menos de um mês - mas não são as únicas mudanças previstas para os 55 hectares do Jockey. Até 2014, em parceria com o grupo NI, o clube ganhará um complexo esportivo e de lazer. Serão 16 canchas de futebol sete, duas quadras de futebol e um espaço para shows, além de estacionamento para 2,5 mil carros e um bar temático para apostas.

Inicialmente, a previsão era de que o serviço de revitalização começasse em agosto do ano passado. No entanto, conforme Vecchio, entraves junto à administração municipal atrasaram a largada nas obras:

- Os prédios do Jockey são tombados pelo patrimônio histórico, então, tudo que acontece em um raio de cem metros dos edifícios passa por uma tramitação diferente na prefeitura. Por isso, foi solicitada uma alteração na localização das quadras, o que obrigou o empreendedor a refazer o projeto.

sábado, 27 de julho de 2013

Em Porto Alegre, Ônibus rápidos terão 26,7 km de corredores

18/06/2013 - Jornal do Comércio

A implantação do modelo de ônibus rápidos BRT (Bus Rapid Transit, na sigla em inglês) é o principal investimento voltado ao transporte público entre as obras preparatórias ao Mundial de 2014. Esse é o tema da quinta reportagem da série do Jornal do Comércio sobre as obras da Copa.

Estão previstos 26,7 km de corredores pavimentados, 106 novas estações de embarque e quatro terminais de Integração (Manoel Elias, Cristal, Azenha e Antônio de Carvalho) para conexão entre as linhas.

As intervenções se tornaram visíveis aos porto-alegrenses desde o início do ano, principalmente nas avenidas João Pessoa, Protásio Alves e Bento Gonçalves - onde os corredores existentes estão ganhando nova pavimentação. Os congestionamentos aumentaram nesses locais em razão dos canteiros instalados e do desvio do fluxo de veículos de transporte coletivo.

Na avenida Padre Cacique - onde os ônibus ganharão uma pista exclusiva -, as escavações iniciais também formam autorizadas. A outra novidade é o BRT da avenida Tronco, que ainda depende das obras de ampliação da via.

Os terminais de integração e as novas paradas que serão construídas - em que os passageiros pagarão antecipadamente o valor do bilhete - ainda não foram licitados, estão na fase de elaboração de edital. O que está em andamento é a pavimentação dos corredores de ônibus. Os trabalhos seguem, mas tiveram o ritmo diminuído em função da falta de fornecimento de areia, após a proibição judicial da extração no rio Jacuí.

Em cada um dos corredores, de acordo com levantamento do diretor administrativo e financeiro do Sicepot, Nilto Scapin, são necessários no mínimo 165 metros cúbicos do material diariamente para não prejudicar o cronograma pleno de concretagem. Há pelo menos duas semanas, conforme o dirigente, as entregas não conseguem atingir sequer o montante de 40 metros cúbicos ao dia.

O fato levou o prefeito José Fortunati a admitir a necessidade de readequação dos prazos, durante uma visita aos canteiros na quarta-feira. No entanto, a maior preocupação diz respeito ao tempo exíguo de instalação de um novo e complexo modelo de transporte.

Para especialista, sistema vai operar depois da Copa

O engenheiro de Trânsito e ex-coordenador do Laboratório de Sistemas de Transportes da Ufrgs (Lastran) Luis Antonio Lindau observa que há uma "confusão" entre a pavimentação de corredores de ônibus e a implantação do modelo BRT. Com experiência em projetos de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, ele avalia que Porto Alegre não terá BRTs em operação durante a Copa. "Um ano é muito pouco tempo para implantar um sistema desse tamanho. Sem falar que as concorrências públicas para as operações das linhas só ocorrerão no ano que vem."

Depois de vencido o processo licitatório, as empresas ganhadoras terão de entrar em duas filas de espera. A primeira, pela liberação dos recursos junto à linha especial criada do Bndes. Outra demora pode ocorrer devido ao excesso de procura por BRTs junto aos fabricantes. Além de Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro também optaram pelo sistema. Os veículos têm custo unitário médio de R$ 700 mil. De acordo com Lindau, em municípios onde o projeto está em funcionamento, o monitoramento é feito pela empresa que opera a linha. Em Porto Alegre, a central deve ficar a cargo da EPTC.

Para o especialista, a Capital também fez o caminho inverso no que diz respeito ao lançamento dos editais. Enquanto Rio de Janeiro e Belo Horizonte licitaram as operações antes da pavimentação e já possuem linhas ativas, as empresas daqui só irão investir na compra de ônibus especiais no segundo semestre de 2014.

Por Rafael Vigna
Informações: Jornal do Comércio

sábado, 30 de março de 2013

Prefeitura de Porto Alegre divulga situação das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014

06/03/27013 - G1

A Prefeitura de Porto Alegre divulgou nesta terça-feira (5) a situação das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. As nove melhorias previstas estão em andamento, e também foi construída uma central para o monitoramento do trânsito. Segundo a administração municipal, a verba prevista aumentou de R$ 423,7 milhões previstos em 2010 para cerca de R$ 888 milhões, possibilitando algumas alterações.


Os corredores de ônibus pelo sistema Bus Rapid Transit (BRT) serão mais extensos que o inicialmente previsto, e novos terminais de ônibus serão construídos. O aumento na verba também viabilizou que a Avenida Moab Caldas, a Tronco, seja adaptada para o sistema.

O projeto do viaduto da Avenida Bento Gonçalves também foi aperfeiçoado, sendo preparado para receber a estação do Metrô. O secretário de Gestão, Urbano Schmitt, reconheceu que parte das construções causam transtornos, mas destacou a importância das mudanças na cidade.

"Ninguém gosta dos transtornos causados pelas obras, mas quando estiverem prontas, Porto Alegre terá inúmeras vantagens", disse Schmitt. "O transporte público, por exemplo, será mais rápido e oferecerá mais segurança e conforto. A cidade terá belas avenidas e tratamento paisagístico diferenciado", acrescentou.

Confira a situação das obras

1 - Avenida Tronco
Avenida Tronco terá corredor de ônibus e ciclovia (Foto: Divulgação/PMPA)
Um dos principais entraves para o início das obras na Avenida Moab Caldas era a desapropriação das residências à margem da via. Segundo a prefeitura, após a realização de 25 assembleias com a comunidade, e a constituição de um comitê de trabalho com lideranças locais eleitas pela população, o município adquiriu 43 áreas, localizadas em um raio de dois quilômetros da avenida para a construção de 1,5 mil habitações. Outras 332 famílias optaram por receber um bônus de cerca de R$ 52,3 mil. As empresas selecionadas para o programa estão em fase de contratação.

Residências serão desapropriadas na Avenida Tronco (Foto: Jessica Mello/G1)
A obra prevê a duplicação da via nos dois sentidos, a construção de uma ciclovia e de um corredor de ônibus. A avenida será uma alternativa para o deslocamento na Zona Sul da cidade. Quatro trechos estão em andamento.
Valor da obra: R$ 156 milhões

2 - BRT Protásio Alves
Situação: em andamento.
Cinco trechos da obra estão em andamento: entre as ruas São Simão e Teixeira Mendes; São Mateus e Cristiano Fischer; Lucas de Oliveira e Amélia Telles; São Manoel e Ramiro Barcelos; Ramiro Barcelos e João Telles. Como consequência, o cruzamento da Avenida Osvaldo Aranha com a rua Fernandes Vieira está bloqueado. O desvio é feito pelas ruas Vasco da Gama, Irmão José Otão e Santo Antônio. A rua Santo Antônio é a principal alternativa para atravessar a Osvaldo Aranha.
Valor: R$ 77,9 milhões

3 - BRT Padre Cacique e João Pessoa


O corredor de ônibus da Avenida João Pessoa está sendo readequado entre a Avenida Azenha e a Rua André da Rocha, em 3,2 quilômetros. A obra deverá ficar pronta em setembro deste ano, diz a prefeitura. No momento estão em obras os trechos entre a Avenida Venâncio Aires e Rua Otávio Correa. Na Azenha, entre a Praça Piratini e rua Professor Freitas de Castro. Não há desvios de trânsito.
Valor: R$ 64,5 milhões

A Avenida Padre Cacique terá um corredor duplo de 2,1 km no trecho compreendido entre a Avenida José de Alencar e o viaduto da Pinheiro Borda, e de 2,6 km de corredor simples, do viaduto à Avenida Chuí. As obras devem iniciar na próxima semana, e a previsão de conclusão é para abril de 2014. Desvios serão feitos pela Avenida Edvaldo Pereira Paiva.
Valor: R$ 51,6 milhões


Estação de BRT conforme projeto em andamento em Porto Alegre (Foto: Divulgação/PMPA)

4 - BRT Bento Gonçalves e Terminal Antônio Carvalho
Situação: em andamento.
A Avenida Bento Gonçalves também terá um terminal de BRT, em uma extensão de 6,5 quilômetros, com 24 estações. Um novo terminal também será construído na Avenida Antônio de Carvalho. A obra deverá estar pronta em agosto de 2013.

A construção de um viaduto sob a Avenida Bento Gonçalves, entre as avenidas Salvador França e Aparício Borges, causa reflexos no trânsito. O desvio no sentido Sul-Norte é feito pela Aparício Borges, Veiga, Guedes da Luz, Bento Gonçalves, Guilherme Alves, Felizardo e Salvador França. Já na direção contrária, os condutores de veículos devem acessar Salvador França, Valparaiso, Barão do Amazonas, Bento Gonçalves, Doze de Outubro, Mário de Artagão e Aparício Borges.
Valor: R$ 52,7 milhões

5 - Duplicação da Rua Voluntários da Pátria
A Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Porto Alegre, terá 3,5 km de extensão duplicados, entre a Rua da Conceição e a Avenida Sertório, e ganhará um terminal de ônibus junto à estação São Pedro do Trensurb, o trem que liga Porto Alegre à Região Metropolitana.
A primeira etapa, que compreende 2,5 km entre a Rua da Conceição e a Avenida Sertório, teve início em agosto de 2012, e deve ser concluída um ano depois. O trecho restante está em fase de licitação.
Valor: R$ 64,5 milhões

6 - Complexo da Rodoviária
A Rodoviária de Porto Alegre fica no Centro da cidade, o que causa um grande congestionamento no local. Para aliviar o tráfego no entorno do complexo, um viaduto está sendo construído sobre a Rua da Conceição, ligando a Avenida Júlio de Castilhos à Castelo Branco. A obra prevê também uma estação de ônibus com acesso subterrâneo, e deverá estar pronta no final de 2013.
Valor: R$ 31,5 milhões.

7 - Implantação de cinco obras na Terceira Perimetral
O corredor da Terceira Perimetral, que liga as zonas Norte e Sul de Porto Alegre, terá cinco passagens subterrâneas e dois viadutos ao longo dos 12,3 quilômetros de extensão. O objetivo é fazer uma ligação entre o Beira-Rio e o Aeroporto Salgado Filho sem passar pela Região Central. Segundo a prefeitura, as obras devem estar prontas em 2014.

Estão em construção as passagens subterrâneas da Rua Anita Garibaldi e das avenidas Ceará e Cristóvão Colombo, além do viaduto da Avenida Bento Gonçalves. Já passagem subterrânea entre as avenidas Carlos Gomes e Plínio Brasil Milano está em fase de licitação.
Valor: R$ 194,1 milhões.

8 - Duplicação da Avenida Beira-Rio
A Avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira-Rio, que liga o Centro à Zona Sul passando pelo Estádio Beira-Rio, ganhará três novas faixas nos 5,8 quilômetros entre a Usina do Gasômetro, ponto turístico na orla do Guaíba, e o viaduto da Pinheiro Borda. Uma ponte sobre o Arroio Dilúvio foi construída como parte da obra. Outro viaduto, já em construção, ligará a Avenida Pinheiro Borda à Edvaldo Pereira Paiva, sobre a Padre Cacique.
Valor: R$ 119,2 milhões

9 - Prolongamento da Avenida Severo Dullius
Situação: em andamento
É na Avenida Severo Dulluis que fica o Aeroporto Salgado Filho. O objetivo do prolongamento é facilitar o acesso da Zona Norte aos dois terminais. Para isso, a via será estendida em 2,4 quilômetros. Além das três pistas, será feita a calçada, com iluminação, e a canalização de esgoto pluvial. Parte da obra foi concluída como medida compensatória por uma rede de supermercados.
Valor: R$ 83 milhões

10 - Monitoramento dos três corredores
Além das obras nas vias, foi concluído um centro de monitoramento do tráfego, para que técnicos da EPTC controlem o fluxo nos corredores de ônibus da Avenida Tronco, da Avenida Padre Cacique e da Terceira Perimetral. Além de acompanhar o tráfego em um circuito interno de televisão, os técnicos poderão também controlar os semáforos conforme as necessidades do tráfego.
Valor: R$ 14,4 milhões

Informações: G1 RS

quinta-feira, 21 de março de 2013

Visate compra o primeiro modelo Viale BRT, da Marcopolo


17/02/2012 - CBN

Veículo, considerado um dos mais modernos do mercado, vai circular em Caxias do Sul.

A Visate – Viação Santa Tereza – foi a primeira empresa de ônibus a adquirir o modelo Viale BRT, da Marcopolo, que incorpora diversas tecnologias e é considerado um dos mais modernos do mercado. Foto: Júlio Soares.
A encarroçadora de ônibus Marcopolo vendeu a primeira unidade do seu modelo urbano mais desenvolvido.
O Viale BRT foi comprado pela Visate – Viação Santa Tereza e já começa a operar nesta sexta-feira, dia 17 de fevereiro de 2012.
O veículo vai circular entre a Rua Visconde de Pelotas e os Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, cidade onde a Marcopolo possui sua sede.
Em nota divulgada à imprensa, a Marcopolo destaca os avanços do modelo, voltado para sistemas de corredores de ônibus, que são apontados como uma das soluções de mobilidade mais condizentes com as realidades econômicas e geográficas das cidades. A empresa também relata as expectativas da Visate em relação ao veículo:
“Buscando a satisfação de seu usuário, a Visate incorpora à frota do transporte coletivo um ônibus de última geração, tecnologicamente avançado, com design arrojado, conforto e capacidade de transporte elevado”, afirma Fernando Ribeiro, diretor-superintendente da empresa.
Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais para o mercado brasileiro da Marcopolo, é muito importante para a companhia e para a cidade a Visate ter sido a primeira empresa a adquirir e utilizar em suas linhas o novo Viale BRT. “A iniciativa permitirá que o usuário e, principalmente, os visitantes da Festa da Uva, sejam transportados com mais conforto, segurança, rapidez e em um dos melhores veículos urbanos já fabricados no País”, salienta Corso.
O Marcopolo Viale BRT articulado foi desenvolvido para aplicação nos avançados sistemas de transporte coletivo em grandes centros urbanos e consumiu dois anos de pesquisas e desenvolvimento. A versão articulada tem até 21 metros de comprimento, capacidade para transportar até 145 passageiros e foi concebida com inéditos conceitos de design, ergonomia, conforto, segurança e eficiência.
Externamente, o Viale BRT tem desenho futurista, inspirado nos mais modernos trens de alta velocidade em operação no mundo. Os vidros laterais colados garantem maior visibilidade e proporcionam uma visão panorâmica aos passageiros.
O veículo tem exclusivos conjuntos óticos dianteiros e traseiros em LEDs, que garantem melhor iluminação e reforçam a identidade da marca. Também é o primeiro ônibus urbano no mercado brasileiro a contar com Daytime Running Light, dispositivo de acendimento automático dos faróis, mesmo durante o dia.
CONFORTO INTERNO:
Internamente, o Viale BRT inova nos conceitos de ocupação de espaço e de ergonomia. A maior largura interna, associada à configuração das poltronas, proporciona maior área livre e facilita a circulação dos passageiros, tornando a viagem mais cômoda e confortável. A altura interna também foi aumentada, permitindo a adoção de eficientes dutos de ar, alto-falantes e amplo espaço para propaganda nas laterais superiores.
A concepção do Viale BRT é de um veículo robusto e extremamente confiável, imagem conquistada junto às pessoas que o utilizaram, e de excelente relação custo/benefício, atributo reconhecido pelos empresários do setor de transporte urbano de passageiros. Outras características importantes são a redução de custos, sustentabilidade do produto, praticidade e tecnologia embarcada.
Para atingir o objetivo de valorizar a viagem de ônibus, independente do percurso ou duração, e proporcionar ganhos operacionais para os empresários, o Viale BRT pode ser oferecido com GPS, televisão digital, internet sem fio (wireless), câmeras de segurança, computador de bordo, além de sistemas de indicação de parada audiovisual e gerenciamento de frota.
Ideal para o transporte urbano, o Viale possui câmbio automático e sistema de segurança para que não se movimente com as portas abertas. O veículo atende todas as exigências dos sistemas de plataformas de embarque existentes no País, com opção de porta com 1.100 mm de vão livre na frente do rodado dianteiro e piso elevado, adaptados à acessibilidade.

Texto Inicial: Adamo Bazani
Texto da Matéria: Secco Comunicação

sábado, 9 de março de 2013

Cidade de Pelotas é contemplada pelo PAC da mobilidade urbana

08/03/2013 - Prefeitura de Pelotas

O prefeito de Pelotas Eduardo Leite liberou nesta quarta-feira, 6 de março, a destinação dos R$ 95 milhões obtidos junto ao PAC Saneamento, Mobilidade e Pavimentação anunciado em Brasília durante a manhã pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro. A notícia foi dada em coletiva de imprensa no Salão Nobre do Paço Municipal pela vice-prefeita Paula Mascarenhas, no exercício da prefeitura, e por Eduardo, que falou direto de Brasília por vídeo-conferência do gabinete do deputado federal Nelson Marchezan Júnior. Participaram também do encontro o ex-prefeito Fetter Júnior, a secretária de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana (SGMU) Joseane Almeida, o superlotaintendente de Gestão Urbana da SGMU Guto King e o superintendente da Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP), Jair Seidel.


Os recursos serão aplicados na pavimentação ou duplicação de vias estruturantes, como as avenidas Leopoldo Brod e 25 de Julho, corredores de ônibus de concreto e garantia de pavimentação asfáltica de todo o trajeto do transporte coletivo, e na requalificação de artérias importantes para desafogar do trânsito da cidade (veja a relação completa em anexo).

A presença de Pelotas no anúncio dos investimentos do novo PAC se deve aos projetos elaborados no governo do prefeito Fetter Júnior e às interferências do atual prefeito ocorridas antes e imediatamente após sua posse junto ao Ministério das Cidades.

"Esse anúncio é uma prova de que trabalho sério, planejamento integrado e persistência podem assegurar sempre resultados positivos para uma administração", enumerou Eduardo. "E isso só aconteceu porque lá atrás, o então prefeito Fetter estava organizado para pleitear os recursos", concluiu.

PROPOSTAS DO PROJETO DE MOBILIDADE URBANA DE PELOTAS

Valor Financiado: R$ 69.967.849,01

Valor de Contrapartida: R$ 3.682.518,36

Valor do Investimento: R$ 73.650.367,37

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO:

Implantação em ruas do centro da cidade e nos bairros Fragata, Areal, Três Vendas Porto e Laranjal, de corredores em concreto, exclusivo para ônibus, ou pavimentação asfáltica de vias por onde circula o transporte coletivo com faixas de concreto nas paradas, para evitar a danificação do pavimento na freagem dos coletivos, travessias seguras, paradas com abrigos, alargamento de calçadas, ciclovias/ciclofaixas, qualificação de espaços urbanos para melhorar a circulação das pessoas, obras de acessibilidade, drenagem pluvial, rede de esgotos, sinalização viária e iluminação.

PRINCIPAIS INTERVENÇÕES:

1 - Implantação de 10 km de corredores de concreto exclusivos para ônibus nas ruas Fernando Osório, Marechal Deodoro e avenida Duque de Caxias. Desta forma prioriza-se o deslocamento dos coletivos evitando-se as atuais disputas por espaço entre os diversos modais, o que ocasiona as velocidades de deslocamento reduzidas. Na avenida Duque de Caxias a intervenção que será feita é a recuperação de um corredor de concreto já existente (4 km), mas sem condições de uso sem a reforma.

2 - Implantação de 20,5 km de ciclovias/ciclofaixas nas ruas Gomes Carneiro, Marechal Floriano e avenidas Duque de Caxias, Domingos de Almeida, Ildefonso Simões Lopes, Leopoldo Brod, Juscelino Kubitschek de Oliveira. Em complementação ao sistema já existente, busca-se criar uma rede de vias que permita o deslocamento entre os diversos bairros e o centro da cidade, visando o incremento do uso da bicicleta como meio de transporte.

3 - Pavimentação asfáltica e capeamento asfáltico de 25 km de vias, nas avenidas Domingos de Almeida, Juscelino Kubitschek de Oliveira, Duque de Caxias e ruas General Osório, Marechal Deodoro (trecho) e Gomes Carneiro (trecho) de forma a dar completa condição de trafegabilidade especialmente ao transporte coletivo.

4 - Acessibilidade e requalificação de espaços públicos, contemplando obras de acesso em diversos pontos integrando rotas acessíveis aos corredores culturais e comerciais aos pontos de chegada e saída das linhas dos coletivos, alargamento das calçadas da Praça Coronel Pedro Osório, Calçadão Central, Largo de Portugal, Canteiro Central da av. Saldanha Marinho, num total de 25.035 m², além de outros espaços já consolidados como o Mercado Público, Teatros Guarany e Sete de Abril.

5 - Implantação de 203 abrigos especiais de estrutura metálica, cobertura de vidro laminado e fechamento em vidro temperado, equipados com lixeiras e iluminação adequada. Estas estruturas serão implantadas nas seguintes vias: ruas Marechal Deodoro e General Osório, Três de Maio, Dom Pedro II e avenidas Duque de Caxias, Domingos de Almeida, Juscelino Kubitschek de Oliveira, Adolfo Fetter.

Informações: Prefeitura de Pelotas

sexta-feira, 8 de março de 2013

Porto Alegre tem nove obras de mobilidade para Copa em andamento

05/03/2013 - G1 RS

Além das melhorias no trânsito, cidade tem nova central de monitoramento. Prefeitura divulgou nesta terça a situação das melhorias na capital do RS

A Prefeitura de Porto Alegre divulgou nesta terça-feira (5) a situação das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. As nove melhorias previstas estão em andamento, e também foi construída uma central para o monitoramento do trânsito. Segundo a administração municipal, a verba prevista aumentou de R$ 423,7 milhões previstos em 2010 para cerca de R$ 888 milhões, possibilitando algumas alterações.

Os corredores de ônibus pelo sistema Bus Rapid Transit (BRT) serão mais extensos que o inicialmente previsto, e novos terminais de ônibus serão construídos. O aumento na verba também viabilizou que a Avenida Moab Caldas, a Tronco, seja adaptada para o sistema.

O projeto do viaduto da Avenida Bento Gonçalves também foi aperfeiçoado, sendo preparado para receber a estação do Metrô. O secretário de Gestão, Urbano Schmitt, reconheceu que parte das construções causam transtornos, mas destacou a importância das mudanças na cidade.

"Ninguém gosta dos transtornos causados pelas obras, mas quando estiverem prontas, Porto Alegre terá inúmeras vantagens", disse Schmitt. "O transporte público, por exemplo, será mais rápido e oferecerá mais segurança e conforto. A cidade terá belas avenidas e tratamento paisagístico diferenciado", acrescentou.

Confira a situação das obras
1 - Avenida Tronco
Avenida Tronco terá corredor de ônibus e ciclovia (Foto: Divulgação/PMPA)

Um dos principais entraves para o início das obras na Avenida Moab Caldas era a desapropriação das residências à margem da via. Segundo a prefeitura, após a realização de 25 assembleias com a comunidade, e a constituição de um comitê de trabalho com lideranças locais eleitas pela população, o município adquiriu 43 áreas, localizadas em um raio de dois quilômetros da avenida para a construção de 1,5 mil habitações. Outras 332 famílias optaram por receber um bônus de cerca de R$ 52,3 mil. As empresas selecionadas para o programa estão em fase de contratação.

Residências serão desapropriadas na Avenida Tronco (Foto: Jessica Mello/G1)

A obra prevê a duplicação da via nos dois sentidos, a construção de uma ciclovia e de um corredor de ônibus. A avenida será uma alternativa para o deslocamento na Zona Sul da cidade. Quatro trechos estão em andamento.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sistema BRT irá alterar a estrutura do transporte coletivo em Porto Alegr


21/02/2013 - Jornal do Comércio - Porto Alegre

Obras como a do corredor da Av. Bento Gonçalves devem ficar prontas em maio de 2014

As obras para a implantação do sistema BRT (Bus Rapid Transit) em Porto Alegre começam a evoluir, e as melhorias esperadas pelas alterações na estrutura do transporte coletivo porto-alegrense devem ser sentidas gradualmente. No total, onze projetos estão em andamento para qualificar a mobilidade urbana e o sistema viário da cidade, sendo que três deles contemplam as necessidades para a operação dos BRTs. “Cada etapa terminada irá proporcionar algum benefício, tanto para o usuário do transporte coletivo quanto para o trânsito em si”, indica Luiz Cláudio Ribeiro, engenheiro da EPTC e coordenador do projeto.

Mesmo que o cronograma para conclusão das obras aponte para maio de 2014 o prazo para as adequações – a tempo de melhorar os serviços antes do início da Copa do Mundo –, a prefeitura espera terminar a troca do piso dos corredores de ônibus, o que é essencial ao sistema, até o final de 2013. O asfalto antigo está sendo substituído por placas de concreto, mesmo material utilizado na Terceira Perimetral e na freeway, que liga Porto Alegre ao Litoral Norte do Estado. Em um primeiro momento, enquanto os cinco terminais integrados do sistema BRT não estiverem finalizados, os ônibus regulares trafegarão pelos novos corredores.

Atualmente, são 400 linhas em operação na Capital. Esse número cairá drasticamente, uma vez que diversas delas deverão desaparecer ou ter seu trajeto diminuído.  Os serviços transversais devem permanecer, integrando-se ao novo sistema. Mas as linhas que saem do bairro e vão ao Centro, chamadas radiais, passarão a funcionar como alimentadoras dos novos terminais de ônibus BRT, onde os passageiros devem escolher a linha do seu interesse. “Hoje temos cerca de 30 mil viagens que vão ao Centro da cidade. Vamos diminuir muito o volume de ônibus nesse trajeto”, sinaliza Vanderlei Cappellari, secretário da Mobilidade Urbana de Porto Alegre.

As facilidades do novo sistema devem garantir uma viagem mais rápida, confortável e segura para os passageiros das onze linhas BRT que serão criadas. Dependendo do horário, a viagem pode levar metade do tempo na comparação com um ônibus comum, pela estimativa da EPTC. Tudo por causa da priorização que os ônibus especiais terão em cruzamentos e pela rapidez no embarque de passageiros nos terminais. O BRT chega à estação ao mesmo nível do solo, não há escadas, o que facilita o acesso de cadeirantes e idosos, principalmente. O serviço segue os moldes do sistema de metrô, quando a passagem é paga nos terminais, e, quando a condução chega, o passageiro deve apenas entrar, sem precisar formar fila para pagamentos.

“Hoje, quando um ônibus vai coletar passageiros, ele pode levar até quatro minutos parado para que todas as pessoas entrem. Com o BRT, vai demorar 15 ou 20 segundos, no máximo, o que reflete em uma agilidade muito maior. Esse é principal benefício, além de conforto, segurança, acessibilidade, qualidade e tecnologia”, exalta Luiz Cláudio Ribeiro.

Cinco estações de integração fazem parte do projeto

As obras para construção dos terminais ainda não começaram, está sendo realizada apenas a troca da pista dos corredores. Mas os locais onde a integração entre o sistema atual e as novas linhas BRT serão possíveis já são conhecidos: Av. Protásio Alves com a Av. Manoel Eilas (terminal Manoel Elias), Av. Bento Gonçalves com a Av. Antônio de Carvalho, Av. Icaraí, beirando a futura Av. Tronco, Av. Voluntários da Pátria (Estação São Pedro) e no corredor da Av. João Pessoa (Terminal Azenha).

Atualmente, Porto Alegre conta com 55 km de corredores de ônibus, sendo apenas 11 km, na Terceira Perimetral, com piso de concreto. Após as obras para a Copa do Mundo, a cidade passará a ter 78 km de vias segregadas para o transporte coletivo, e os novos 23 km também serão feitos com concreto, material mais adequado para o conforto do passageiro por se desgastar menos com o uso. A partir da implementação dos terminais e da finalização dos corredores, será possível iniciar a operação do sistema BRT.

“No terminal, o usuário não vai esperar mais do que um minuto na parada, a todo o momento vai ter um ônibus BRT passando. Assim, temos um sistema de dimensionamento de frota conforme demanda, tudo é calculado matematicamente”, explica Cappellari. “O usuário terá várias alternativas para se deslocar para diversos pontos da cidade, sem custo adicional se já tiver utilizado algum ônibus para se chegar ao terminal”, completa. A tabela horária que determinará a frequência das linhas BRTs será elaborada a partir de um estudo realizado pela EPTC que vai projetar o aumento do número de passageiros até 2035.

As estações de integração serão fechadas e climatizadas, com informações sore o itinerário das linhas em painéis eletrônicos. Os novos veículos são maiores, com capacidade para transportar até 140 passageiros, se forem articulados, terão 18 metros de comprimento, se forem biarticulados, 23 metros. No princípio da operação, devem ser utilizados entre 150 e 200 ônibus nesses moldes.

Conceito adaptado às características da Capital

Para ser considerada uma operação de Bus Rapid Transit (BRT) completa, são exigidas algumas características do sistema, como corredores exclusivos ou preferenciais, embarques e desembarques rápidos, sistema de pré-pagamento e veículos modernos e de alta capacidade. Estas recomendações estão previstas no projeto preparado para Porto Alegre. Porém, algumas peculiaridades da cidade devem dificultar o serviço em determinados pontos. Na Av. Protásio Alves, por exemplo, não haverá pontos de ultrapassagem nos corredores. Como as linhas regulares também terão acesso à mesma pista, o BRT terá que esperar para poder seguir sua rota. “Para colocarmos uma faixa a mais na Protásio Alves quantos prédios teriam que ser derrubados, quantas desapropriações teríamos que fazer”, reflete o secretário da Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Vanderlei Cappellari.

Nesses pontos, a velocidade do serviço será prejudicada. “Desapropriar áreas quase iguala o valor despendido para a montagem da infraestrutura do BRT. Em Belo Horizonte, o valor de um corredor foi orçado em R$ 600 milhões, e as desapropriações necessárias ficaram em volta de R$ 500 milhões”, exemplifica Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da Associação Nacional de Empresas de Transporte Público (NTU).

Como os financiamentos da Caixa Econômica Federal para os projetos da Copa de 2014 não preveem recursos para cobrir desapropriações de áreas, as prefeituras estariam responsabilizadas por esse gasto. Em Belo Horizonte, a prefeitura assumiu a conta. “O BRT é um serviço muito eficiente que precisa ser operado como tal, senão vira um corredor comum e não traz o resultado que se espera dele”, adverte Cunha Filho.

Daniela Facchini, diretora de projetos da Embarq, organização internacional não governamental voltada para o auxílio aos governos no planejamento de mobilidade urabana, o saldo final com as adequações deverá ser positivo. “Se tu consegues transportar pessoas de forma mais rápida e eficiente, já será um sistema melhor. É preciso formatar o projeto de acordo com a realidade de cada cidade e de cada corredor”, salienta.

Outras 14 cidades brasileiras investem no sistema BRT

Depois de aproximadamente 20 anos sem realizar grandes investimentos para a melhoria da infraestrutura urbana para os transportes coletivos por ônibus, o governo federal reaparece em cena, motivado pelos eventos esportivos que serão realizados no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. Porto Alegre deverá receber aproximadamente R$ 560 milhões para os projetos de mobilidade urbana, sendo R$ 484 milhões com financiamento federal garantido pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, serão 30 projetos de BRT em 15 cidades.

Segundo a Embarq, organização voltada à mobilidade urbana, atualmente 160 sistemas de BRT estão em operação ou construção no mundo. “Os projetos estão explodindo por todos os lados. O Rio de Janeiro está preparando mais de 150 km de prioridade para o transporte coletivo. O corredor da Avenida Brasil vai carregar um milhão de pessoas por dia”, ressalta Daniela Facchini, diretora de projetos da Embarq, que presta consultoria para os projetos no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.

Inaugurado há menos de quatro meses, o Transoeste, no Rio de Janeiro, já conta com a aprovação de 90% dos usuários. “Estamos falando em dobrar a velocidade comercial, reduzir pela metade o tempo de percurso”, empolga-se Cunha Filho. A previsão é de que os benefícios proporcionados pelo sistema BRT acabem por induzir que aproximadamente 10% da população que utiliza veículos próprios migre para o sistema público. “As pessoas vão notar que estão paradas no trânsito enquanto poderiam se deslocar muito mais rápido ao seu destino”, indica Daniela.

Desde que começou a operar, o Transoeste já teve seis acidentes. Isso aconteceu, segundo Daniela Facchini, porque os usuários no Rio de Janeiro não estavam acostumados com vias segregadas para o transporte público, e a adaptação pode levar algum tempo. “Estamos adicionando aspectos de qualidade e segurança ao corredor. Fizemos uma inspeção para evitar acidentes e estamos cuidando dos detalhes para que o serviço seja o mais seguro para o passageiro”, defende.

Licitação apontará empresa encarregada de operar o sistema

Até o começo de 2014, será conhecida a empresa vencedora da licitação para operar as linhas BRT em Porto Alegre. “Um grupo dentro da prefeitura já está preparando um edital de licitação para o transporte coletivo da cidade. No início do ano que vem já estaremos sabendo quem vai operar”, conta o secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Urbano Schmitt. O processo para a escolha da empresa deve ser semelhante ao utilizado na eleição da operadora em outras cidades, como o Rio de Janeiro.

“Normalmente as licitações são abertas. Evidentemente que como são corredores de alta capacidade, que exigem investimentos de certa envergadura, exige-se alguma experiência anterior. Isso normalmente é suficiente para que haja uma seleção natural”, explica Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da Associação Nacional de Empresas de Transporte Público (NTU). Em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro as licitações foram feitas antes mesmo que os corredores existissem. O modelo foi realizado por áreas e a empresa vencedora passaria a ter a responsabilidade de operar também os possíveis projetos de expansão da linha, na área em que foi vencedora. “Como tinham muitas empresas atuando no serviço de transporte coletivo, bastante fragmentado, eles se uniram e constituíram um consórcio”, relata Cunha Filho.

Se as empresas que operam o sistema de transporte coletivo atualmente em Porto Alegre conseguirem renovar o direito, as linhas alimentadoras do sistema BRT deverão receber um reforço de frota, tendo em vista que diversas linhas deverão ser canceladas ou ter o trajeto diminuído para que os ônibus adaptados comecem a ser utilizados.  “Temos cerca de 1.600 ônibus atualmente. Essa frota deve permanecer, mas será aproveitada no itinerário entre os bairros e os terminais, o que vai garantir um aumento da frequência do serviço”, aponta Vanderlei Cappellari.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Cidade de Caxias do Sul ganha quatro ônibus BRT

09/11/2012 - Clicrbs

Caxias ganha quatro novos ônibus BRT. Um dos ônibus já está em operação na linha Salgado Filho. Com chassi Scania e carroceria Marcopolo, ele tem 23 metros de comprimento, 77 lugares para passageiros em pé e capacidade total de 172 pessoas. É o maior ônibus articulado do Brasil. Só existe ônibus com duas articulações com proporções maiores.

Marcopolo/Divulgação. Foto por: Julio Soares/Objetiva

Mas a novidade mesmo são os quatro novos ônibus BRT que ainda vão entrar em operação. Eles tem 15 metros de comprimento e capacidade total de até 100 passageiros. Conta com moderna tecnologia do chassi Scania, além do motor euro cinco, menos poluente.

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O investimento para a compra de um ônibus desse porte é de cerca de 30 por cento a mais do que um ônibus comum, segundo o diretor superintendente da Visate, Fernando Ribeiro. Mesmo que a cidade ainda não esteja operando no sistema BRT, o diretor da Visate acredita que o investimento é importante para projetar o que vem pela frente com a implantação da troncalização do transporte público com a inauguração das estações do bairro Floresta e do Monumento Imigrante.

Os novos ônibus passam por uma última revisão e a previsão é que até o final do mês estejam circulando nas ruas da cidades. Eles vão operar nas coletoras Nortes e Sul, nas perimetrais de Caxias. A entrega oficial dos ônibus será feita amanhã às 20h em um jantar no Château La Cave.

Informações: Clicrbs