quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Pelo celular, usuários checam horário de ônibus

17/09/2012 - Terra

A era da informatização no transporte coletivo já vai além do pagamento da passagem. Com sistemas de bilhetagem consolidados em diferentes capitais, cidades de médio porte apostam em informatizar o monitoramento da frota e disponibilizar a informação para os usuários.

Na cidade gaúcha de Canoas, já é possível consultar pela internet e por telefone o tempo exato que o próximo ônibus vai demorar para chegar até o ponto mais próximo. Em parceria com a prefeitura e uma fornecedora de softwares, a Sogal, empresa de transporte coletivo do município, implementou no final de 2011, um sistema informatizado via wi-fi, com o objetivo de informar aos usuários o itinerário de cada um dos 145 ônibus da frota.

A informação pode ser obtida através de SMS ou por cinco totens instalados em diferentes pontos da cidade. "Cada ponto tem um código, e isso permite que o usuário tenha o controle do tempo que os ônibus demoram para chegar através de um SMS. O sistema está sendo implantado, e os pontos estão sendo cadastrados para o mapeamento. Até agora, temos 690 cadastrados, e até o final de agosto todas os cerca de 1.300 pontos do município deverão estar cadastrados", afirma o gerente de planejamento e operações da Sogal, Flávio Caldasso.

Desde o início do mês de julho, os mais de 70 mil usuários diários da rede de ônibus da cidade podem consultar todos os veículos que chegarão no ponto mais próximo em até 20 minutos, através do número das linhas. "Isso pode confundir um pouco o usuário, porque está fora do costume das pessoas usar os números, eles conheciam mais as linhas mais por nome. Mas numericamente, elas são tabeladas e recebem seu próprio código", explica Caldasso.

Além do sistema de mapeamento das paradas via GPS, desenvolvido a um custo de cerca de R$ 2 milhões em parceria com a prefeitura, a Sogal adquiriu, por conta própria, um sistema de monitoramento da frota, com comunicação direta com a tripulação. "Através de tablets instalados na frente do motorista, podemos enviar e receber mensagens da tripulação, como sinais de pânico, por exemplo, possibilitando que os usuários sejam informados sobre eventuais atrasos ou desvios no itinerário", destaca o gerente de planejamento e operações da Sogal.
Tendência é focar no usuário, mas serviço ainda é raro
"Hoje os investimentos estão se concentrando na qualidade de vida ao usuário", afirma o presidente da Transdata Smart, especializada em soluções eletrônicas em transporte coletivo, Paulo Roberto Tavares. Agora, destaca, o passageiro consegue receber informações online sem sair de casa ou mesmo dentro do ônibus, se houver alteração no itinerário, por exemplo.

No Brasil, ainda existem poucos exemplos de implantação da tecnologia focada no serviço para o usuário. São mais populares os projetos que fazem o controle da frota via automação digital. Em nove cidades brasileiras, entre elas Bauru (SP), Sete Lagoas (MG) e Londrina (PR), a Transdata, sediada em Campinas (SP), já implantou um sistema inteligente de transporte, que monitora a frota de transporte coletivo dos municípios a distância, via GPS e 3G, detectando, por exemplo, eventuais problemas mecânicos.

Em relação aos serviços de informação do itinerário ao usuário, a empresa está utilizando o mesmo sistema de monitoramento da frota para implementar esses novos recursos, mas todos ainda em fase de desenvolvimento. Sobre os valores, Tavares ressalta que são variáveis. "Como não é um produto de preço fechado, esse valor varia muito de acordo com as características de cada cidade", explica.

Segundo o presidente da Transdata, a tendência é que os sistemas de informação aos passageiros dos transportes coletivos estejam consolidados em poucos anos nas pequenas e grandes cidades brasileiras. "Os próximos dois anos devem ser de consolidação dos mecanismos de informação aos passageiros e dos sistemas de segurança embarcada, tendo as cidades médias como pilotos. Uma vez consolidados esses pilotos, as capitais vão passar a adotar esse tipo de tecnologia, assim como aconteceu com o sistema de bilhetagem eletrônica", ressalta Paulo Roberto Tavares.



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